Parlamentares e influenciadores ligados ao bolsonarismo estão convocando protestos de rua para o próximo dia 1º de março, com foco em críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros do Supremo Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
O principal ato está previsto para ocorrer às 14h, na Avenida Paulista, enquanto lideranças da direita organizam manifestações paralelas em diversas capitais do país.
A mobilização ganhou força na noite de quinta-feira (12), após Toffoli deixar a relatoria do chamado caso Master, decisão tomada depois de pressão interna no Supremo Tribunal Federal. Foi a primeira vez na história da Corte que um ministro foi afastado de um processo nessas circunstâncias.
A mudança ocorreu após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que mencionou conversa do banqueiro Daniel Vorcaro sobre pagamentos a uma empresa ligada ao ministro. Toffoli sustenta que os valores se referem à venda de sua participação em um resort e tentou permanecer no caso até os últimos momentos.
Nas redes sociais, o deputado Nikolas Ferreira afirmou que o protesto será “contra Lula, Moraes e Toffoli” e defendeu abertamente o impeachment do presidente e dos magistrados. As publicações rapidamente se espalharam por perfis alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de páginas regionais que já divulgam pontos de encontro em diferentes cidades.
Alexandre de Moraes também entrou no foco das manifestações após questionamentos envolvendo um contrato milionário do escritório de advocacia de sua esposa com o grupo BRB-Master. Em nota divulgada no fim de 2025, o ministro afirmou que o escritório não atuou na operação de aquisição junto ao Banco Central.
Em um dos vídeos mais compartilhados, Nikolas questiona os limites da tolerância popular diante de escândalos políticos — conteúdo que já ultrapassou milhões de visualizações nas plataformas digitais.
O deputado também esteve à frente, em janeiro, de uma caminhada entre Paracatu (MG) e Brasília, em protesto contra a prisão de Bolsonaro, ato que reuniu centenas de apoiadores ao longo de cerca de 200 quilômetros.
Com a aproximação do dia 1º de março, lideranças bolsonaristas intensificam a mobilização online, prometendo transformar os atos em uma demonstração nacional de pressão política contra o governo federal e o Judiciário.
