O episódio que causou forte repercussão na região da trifronteira agora ganha um novo capítulo. O menino de 13 anos que foi flagrado queimando uma bandeira do Brasil decidiu falar, reconheceu que errou e pediu desculpas ao povo brasileiro.
⚠️ Por se tratar de um menor de idade, o rosto do menino foi desfocado durante a reportagem para preservar sua identidade.
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Em entrevista exclusiva ao Portal Tri, o menino falou sobre o episódio e afirmou que se arrepende do que fez. Segundo ele, no momento em que a bandeira foi queimada, acabou sendo induzido por pessoas maiores de idade que estavam no local.
O caso aconteceu após a eliminação do Brasil para a Noruega, por 2 a 1, pela Copa do Mundo. As imagens da criança queimando a bandeira brasileira circularam rapidamente pelas redes sociais e grupos de WhatsApp e provocaram indignação, principalmente entre moradores da região de fronteira.
Na época, o episódio foi interpretado por muitos como uma provocação que ultrapassou os limites da rivalidade esportiva.
Agora, porém, o próprio menino decidiu se manifestar e reconhecer o erro.
Ele faz parte de uma escolinha de futebol em Bernardo de Irigoyen, na Argentina, comandada pelo professor Francisco Vargas, conhecido como Paraguai.
Foi o professor quem procurou o Portal Tri para falar sobre o episódio e acompanhar o menino durante a entrevista.
Francisco deixou claro que a atitude registrada nas imagens não é aceita dentro da escolinha.
Segundo ele, o trabalho desenvolvido com as crianças tem como princípios o respeito, a disciplina, a convivência e o esporte como ferramenta de integração.
O professor também afirmou que o menino teria sido influenciado por pessoas mais velhas, que tinham consciência de que aquele gesto não era correto.
O caso ganhou grande repercussão justamente por acontecer em uma região onde brasileiros e argentinos convivem diariamente.
Barracão, Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen formam uma região marcada pela integração entre os dois países.
Brasileiros e argentinos atravessam diariamente a fronteira para trabalhar, estudar, fazer compras, buscar atendimento médico e manter relações de amizade e familiares.
A rivalidade entre Brasil e Argentina faz parte da história do futebol. Provocações, brincadeiras e comemorações são comuns e fazem parte da paixão pelo esporte.
Mas existe uma diferença entre provocar o adversário e desrespeitar os símbolos de uma nação.
A bandeira representa a identidade, a história e o povo de um país. Por isso, o episódio acabou causando tanta indignação quando as imagens vieram a público.
Agora, a história ganha uma nova perspectiva.
O mesmo menino que apareceu nas imagens que causaram revolta retorna diante das câmeras para reconhecer que errou e pedir desculpas.
Mais do que discutir uma rivalidade entre Brasil e Argentina, o episódio deixa uma reflexão sobre a influência dos adultos sobre as crianças e sobre a importância de ensinar que o futebol deve ser vivido com paixão, mas também com respeito.
Rivalidade faz parte do futebol. Desrespeito não.
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Reportagem: Everson Coutinho – Portal Tri
