A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu, nesta sexta-feira (14), em Realeza, no Sudoeste do Paraná, um mandado de prisão preventiva contra um homem de 31 anos investigado por crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes.
A prisão foi realizada pela equipe da Delegacia de Polícia de Realeza após o Poder Judiciário deferir o pedido de custódia cautelar apresentado pela autoridade policial.
Segundo as investigações, o caso teve início após a Polícia Civil receber uma denúncia envolvendo uma adolescente de 13 anos. Conforme os elementos reunidos durante o inquérito, o investigado teria utilizado uma identidade falsa na internet, apresentando-se como se tivesse 17 anos.
A estratégia, de acordo com a investigação, teria sido utilizada para conquistar a confiança da adolescente e solicitar o envio de arquivos de conteúdo sexual, além de induzi-la e instigá-la a participar de encontros presenciais.
Durante o avanço das diligências, os policiais analisaram materiais e elementos digitais relacionados ao caso. A partir dessa apuração, foram identificados indícios de que outras vítimas, também menores de idade, teriam sido submetidas a condutas semelhantes de aliciamento no ambiente virtual.
Diante do conjunto de provas reunido, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado. O pedido foi analisado e deferido pela Justiça, e o mandado foi cumprido pela equipe policial em Realeza.
O homem permanece à disposição da Justiça, enquanto as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias dos fatos e identificar possíveis outras vítimas.
A Polícia Civil orienta que famílias que suspeitem de que crianças ou adolescentes tenham sido vítimas de aliciamento ou de crimes dessa natureza procurem as autoridades policiais para formalizar a denúncia e contribuir com as investigações.
A corporação reforça ainda a importância de preservar possíveis provas digitais, como mensagens, imagens, perfis e demais registros de contatos mantidos pela internet, sem compartilhá-los ou apagá-los antes de procurar as autoridades.
