O mês de agosto é marcado pelo Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. O período busca ampliar o debate sobre a violência doméstica e familiar, orientar as vítimas e divulgar os mecanismos de proteção disponíveis.
Para falar sobre o tema, o Repórter Everson Coutinho, através do Portal Entrevitas recebeu as cadetes Angélica Cristina Ghilardi e Rebeca Almeida Barros, do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). O cadete Vitor Morais Santos também esteve nos estúdios fazendo o acompanhamento da entrevista.
Durante a conversa, os representantes da PMSC explicaram que a violência contra a mulher pode ocorrer de diferentes formas e nem sempre começa com uma agressão física. Violência psicológica, moral, patrimonial e sexual também fazem parte desse contexto e podem apresentar sinais que muitas vezes passam despercebidos.
Outro ponto destacado foi a importância de identificar os primeiros sinais e buscar ajuda. Segundo as orientações apresentadas durante a entrevista, a vítima não precisa esperar que a situação se agrave para procurar a polícia ou os serviços da rede de proteção.
Rede Catarina
A atuação da Rede Catarina de Proteção à Mulher também foi um dos assuntos abordados. O programa da PMSC busca fortalecer a prevenção e o acompanhamento de mulheres vítimas de violência doméstica, aproximando a Polícia Militar das vítimas e ampliando a proteção.
As cadetes explicaram ainda como funcionam as medidas protetivas de urgência, que podem ser utilizadas para proteger mulheres que estejam em situação de violência ou ameaça.
Botão do Pânico e aplicativo PMSC
Durante a entrevista, também foram apresentadas ferramentas que podem auxiliar na proteção das vítimas, como o Botão do Pânico e o aplicativo PMSC Cidadão.
Os recursos permitem ampliar a segurança e facilitar o acionamento das forças de segurança em situações de risco, especialmente nos casos em que já existe uma medida protetiva ou acompanhamento pela rede de proteção.
20 anos da Lei Maria da Penha
A entrevista também destacou os 20 anos da Lei Maria da Penha, uma das principais legislações brasileiras de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Ao longo dessas duas décadas, a legislação passou a ser um importante instrumento para garantir proteção às vítimas, responsabilizar agressores e fortalecer as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência.
As cadetes também reforçaram que o combate à violência contra a mulher depende da participação de toda a sociedade. Familiares, amigos, vizinhos e a própria comunidade podem ter papel importante na identificação de situações de violência e no incentivo à busca por ajuda.
O Agosto Lilás, portanto, vai além de uma campanha realizada durante um único mês. A proposta é manter o assunto em evidência, ampliar a informação e mostrar às mulheres que existem mecanismos de proteção e profissionais preparados para oferecer atendimento.
Durante a entrevista, Angélica Cristina Ghilardi, Rebeca Almeida Barros e Vitor Morais Santos detalharam esses e outros assuntos relacionados à atuação da Polícia Militar no enfrentamento à violência contra a mulher.
Acompanhe a entrevista completa e confira todas as orientações sobre o Agosto Lilás, a Rede Catarina, as medidas protetivas, o Botão do Pânico, o aplicativo PMSC Cidadão e a Lei Maria da Penha.
Everson Coutinho / Portal Tri
