Após 17 anos desde a última apresentação no país, o grupo australiano AC/DC realizou, nesta terça-feira (24), o primeiro de três shows em São Paulo. A apresentação aconteceu no MorumBIS e reuniu 70 mil fãs, com ingressos esgotados.
O espetáculo marcou o reencontro da banda com o público brasileiro e trouxe um repertório que percorreu mais de cinco décadas de carreira. Foi também a primeira performance no Brasil desde a morte do guitarrista Malcolm Young, em 2017.
Clássicos e energia intacta
A abertura ficou por conta de “If You Want Blood (You’ve Got It)”, do álbum Highway to Hell (1979). Na sequência, vieram sucessos como “Back in Black”, “Demon Fire” e “Shot Down in Flames”.
O setlist ainda incluiu hinos como “Highway to Hell”, “T.N.T.”, “You Shook Me All Night Long”, “Shoot to Thrill”, “Hells Bells”, “Sin City”, “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” e “Thunderstruck”.
O encerramento manteve a tradição da banda, com canhões apontados para o alto durante “For Those About to Rock (We Salute You)”, do álbum homônimo de 1981.
Formação atual e superação
No palco, Angus Young e Brian Johnson lideraram o show. Angus, aos 70 anos, surgiu com o icônico uniforme escolar — desta vez em cores que remetiam ao Brasil — e manteve a energia característica.
Brian, aos 78 anos, mesmo sem alcançar todas as notas do passado, mostrou carisma e interagiu com o público durante toda a apresentação.
Completaram a formação Stevie Young (guitarra), Chris Chaney (baixo) e Matt Laug (bateria).
A última década foi desafiadora para o grupo. Em 2016, Brian precisou se afastar temporariamente por conta de problemas auditivos e foi substituído por Axl Rose durante parte da turnê. Além disso, a morte de Malcolm Young representou um duro golpe para a banda.
Apesar das adversidades, o lançamento do álbum Power Up, em 2020, marcou a retomada das atividades e deu origem à atual turnê mundial.
Próximas apresentações
O AC/DC ainda fará mais dois shows na capital paulista, no sábado (28) e no dia 4 de março, encerrando a aguardada passagem pelo Brasil.
No MorumBIS, a banda entregou o que prometeu: rock direto, sem grandes efeitos tecnológicos, apostando na força dos riffs e na conexão com o público — reafirmando por que segue como uma das maiores lendas do gênero.
