Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, resultou na prisão de um policial militar e no afastamento de outros dois, nesta quinta-feira (5). Eles são suspeitos de envolvimento na venda irregular de veículos apreendidos pela corporação.
Os agentes pertencem à 5ª Companhia Independente da Polícia Militar, com sede em Cianorte, no noroeste do estado. As identidades não foram divulgadas.
Batizada de Operação Proditio, a ação também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em oito municípios paranaenses: Maringá, Paiçandu, Morretes, Cianorte, Japurá, São Tomé, Indianápolis e São Manoel do Paraná. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual.
De acordo com as investigações, os três policiais teriam apreendido inicialmente um automóvel de forma irregular. Posteriormente, o veículo foi retirado do pátio da PM e vendido. O mesmo procedimento teria sido repetido com uma motocicleta. Os compradores, segundo o Ministério Público, agiram de boa-fé e chegaram a realizar pagamentos via PIX diretamente na conta de um dos militares.
O esquema começou a ser descoberto após os proprietários procurarem o pátio da Polícia Militar em Cianorte para reaver os veículos e constatarem que eles não estavam mais no local. A partir disso, a própria PM, por meio do setor de inteligência, iniciou diligências que levaram à localização do carro e da moto em Maringá, o automóvel foi recuperado no ano passado e a motocicleta em janeiro deste ano.
Conforme apurado, os policiais investigados atuavam na cidade de Jussara à época dos fatos.
Em nota oficial, a Polícia Militar do Paraná informou que vai instaurar procedimento administrativo e criminal para apurar o caso, garantindo o direito de defesa aos envolvidos. A corporação reforçou ainda que não compactua com desvios de conduta e que a Corregedoria acompanha o processo.
As investigações seguem em andamento.
Portal Tri, com informações g1.
