Cumprimentar alguém sempre foi mais do que um gesto automático; é um sinal de reconhecimento, respeito e humanidade. Um simples “bom dia”, um aperto de mão ou um aceno de cabeça dizem, sem palavras longas, “eu vejo você”. No entanto, em tempos de pressa constante, telas luminosas e fones de ouvido, parece que esse hábito tão simples perdeu seu espaço no cotidiano.
A rotina acelerada, o excesso de compromissos e a cultura do individualismo contribuíram para que muitas pessoas passem umas pelas outras sem trocar sequer um olhar. Em ambientes urbanos, elevadores silenciosos, corredores mudos e ruas apressadas tornaram-se comuns. Até nas igrejas e mesmo em comunidades pequenas, onde o cumprimento era quase uma regra social, percebe-se um certo esfriamento nas relações.
Cumprimentar alguém, não se trata apenas de educação, mas de empatia e respeiro. Estudos e experiências mostram que ambientes onde as pessoas se cumprimentam tendem a ser mais leves, colaborativos e humanos. Um gesto simples pode mudar o clima de um dia inteiro, tanto para quem oferece quanto para quem recebe.
Vale lembrar que cumprimentar não é invasão, nem formalidade vazia, muito menos assédio. É um exercício diário de convivência social. Nas famílias, nas empresas, nas escolas, nas igrejas, no campo ou na cidade, esse pequeno hábito fortalece vínculos, gera confiança e aproxima pessoas. Quando deixamos de cumprimentar, deixamos também de construir pontes e redes sociais.
Talvez o hábito não tenha desaparecido por completo, mas esteja adormecido. Resgatá-lo é uma escolha consciente. Começa em cada um de nós, no próximo “bom dia”, no sorriso espontâneo, no gesto simples que reafirma algo essencial: somos humanos e precisamos uns dos outros. Começo por aqui: uma abençoada semana a todos.
Até a próxima.
Jaime Folle
Formado em empreendedorismo, escritor de vários livros e um dos mais renomados palestrantes do Sul do Brasil. Atuante na área desde 2005.
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