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Presidente do PT reconhece falhas na campanha de Lula e admite falta de diálogo

Edinho Silva afirmou que problemas de organização foram corrigidos para o segundo turno e reconheceu que faltou aproximação com setores que apoiaram o presidente em 2022.

Presidente do PT reconhece falhas na campanha de Lula e admite falta de diálogo
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, Edinho Silva, reconheceu nesta terça-feira (13) falhas na organização da campanha no primeiro turno das eleições de 2026. Segundo ele, parte dos problemas foi corrigida para a etapa final da disputa.

Em entrevista à rádio CBN, Edinho afirmou que a decisão de descentralizar a coordenação e dar mais autonomia aos estados não produziu os resultados esperados. Entre as principais dificuldades, citou a organização e a produção de materiais de campanha.

“Nós tentamos descentralizar a coordenação da campanha, descentralizar as ações, porque achávamos que essa autonomia dos estados poderia fazer com que nós tivéssemos mais agilidade na resolução dos problemas. É evidente que nós tivemos falhas nessa estrutura”, declarou.

O dirigente afirmou que os problemas relacionados aos materiais foram resolvidos e disse que a campanha está mobilizada para o segundo turno. Ele também demonstrou confiança de que o engajamento da militância e das lideranças políticas será refletido nas próximas pesquisas eleitorais.

Edinho confirmou ainda que Lula pretende participar dos debates do segundo turno e afirmou que o presidente quer um confronto direto com o adversário Flávio Bolsonaro (PL).

PT admite falhas na aproximação com aliados

Durante a entrevista, Edinho também reconheceu que a campanha poderia ter mantido um diálogo mais próximo com grupos que apoiaram Lula no segundo turno de 2022, especialmente setores que se mobilizaram em defesa da democracia.

“Eu acho que a gente tem que reconhecer falhas. Eu acho que nós poderíamos ter dialogado mais com os setores que vieram conosco no segundo turno [de 2022]. Nós temos que retomar esse contato”, afirmou.

O presidente do PT avaliou que o governo federal poderia ter estabelecido canais mais diretos de interlocução com esses grupos. Ele citou o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social Sustentável, conhecido como Conselhão, mas considerou que a iniciativa talvez não tenha sido suficiente.

Para Edinho, a retomada do diálogo é importante diante do cenário político nacional e dos desafios que o país enfrenta.

Relação com o Congresso Nacional

Ao comentar as dificuldades do governo para aprovar propostas no Congresso Nacional, Edinho reconheceu que a atual composição parlamentar não garante maioria ao Executivo.

Segundo ele, será necessário ampliar o apoio na sociedade e fortalecer a formação da opinião pública para viabilizar mudanças defendidas pelo governo.

“É evidente que hoje, no Congresso Nacional, nós não temos maioria. O povo brasileiro sabe disso. Nós temos que construir uma maioria na sociedade, formar opinião pública, ter força política para que a gente faça as mudanças”, declarou.

Fonte: G1 

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