Segundo o delegado Fábio Freire, responsável pelo caso, a vítima decidiu não representar contra o amigo que efetuou o disparo. Conforme o relato, ele considera que “tudo não passou de um acidente”.
A decisão pode encerrar a possibilidade de ação penal, já que o caso é tratado como lesão corporal culposa, crime que depende de representação da vítima.
A arma utilizada no disparo pertencia ao próprio homem baleado e permanece apreendida. O armamento passou por perícia da Polícia Científica, e a devolução depende de autorização judicial.
O acidente aconteceu na tarde de 29 de agosto, no distrito de Novo Sobradinho. A vítima foi atingida no tórax por um disparo de pistola calibre 9 milímetros e ficou internada em estado grave na UTI do Hospital Bom Jesus até receber alta na sexta-feira (11).
Segundo a Polícia Civil, o disparo foi efetuado por um amigo de 31 anos que acompanhava a vítima no clube. Imagens de segurança mostram os dois homens na área administrativa do estabelecimento, onde o manuseio de armas não era permitido.
Nas imagens, a vítima aparece manuseando a arma e deixando o armamento sobre uma mesa. Na sequência, o amigo pega a pistola e, ao manuseá-la, aciona o gatilho, atingindo o homem.
A investigação aponta uma sequência de falhas nas regras básicas de segurança no manuseio de armas de fogo. O amigo, que é registrado como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), foi ouvido pela Polícia Civil e não foi preso.
O caso segue para análise do Poder Judiciário.
Anderson Sommer / Portal Tri
