Por: Anderson Sommer com informações Adriano Fernandes
Uma publicação do influenciador Adriano Fernandes resgatou a história de uma das tragédias que mais marcaram a memória de Salgado Filho e da região. O acidente aconteceu em 6 de setembro de 1980, na Serra da Balança, envolvendo um ônibus da empresa Catani e deixando vários mortos e feridos.
Mais de quatro décadas depois, a tragédia ainda é lembrada pelos moradores mais antigos. Os relatos que passaram de geração em geração contam que crianças estavam entre as vítimas e que famílias inteiras teriam perdido a vida naquele dia.
Na época, segundo as histórias contadas pelos moradores mais antigos, o ônibus teria ficado sem freio enquanto seguia pela Serra da Balança. A falta de freios teria provocado a perda de controle do veículo e dado início à tragédia.
Como se trata de um acontecimento de mais de 40 anos atrás, parte das informações permanece preservada principalmente por meio dos relatos de quem viveu aquele período ou ouviu as histórias de familiares e moradores da época.
Histórias que permanecem na memória
Entre os relatos reunidos está a história de um homem que teria deixado de pegar o ônibus naquele dia porque estava jogando baralho em Salgado Filho.
Também existe o relato de um casal que estava dentro do ônibus e que teria conseguido sobreviver à tragédia.
Outra história menciona um motorista conhecido como Nico. Segundo os relatos, naquele dia teria acontecido uma troca de motoristas.
São histórias que ajudam a reconstruir um pouco do que aconteceu naquele 6 de setembro de 1980 e mostram como a tragédia permaneceu na memória da comunidade.
O relato de uma criança salva
Entre as histórias contadas ao longo dos anos está o relato compartilhado por Beatriz Severino.
Segundo ela, uma mulher estava dentro do ônibus quando percebeu que o veículo estava descendo pela ribanceira. Em meio ao desespero, a mulher teria conseguido jogar uma criança pela janela.
A criança sobreviveu.
A mulher, porém, não conseguiu escapar e acabou perdendo a própria vida.
O relato se tornou uma das histórias mais marcantes relacionadas à tragédia, principalmente pelo gesto de coragem de uma mãe ou passageira que, diante de uma situação extrema, teria colocado a vida de uma criança acima da própria.
Um mecânico que conhecia a Catani
Outro relato relacionado à história é o de Hélio Alves, que atualmente é radialista na Rádio Ampére.
Na época, ele trabalhava como mecânico da empresa de ônibus Catani e, por isso, conhecia de perto a empresa e o período em que a tragédia aconteceu.
Seu relato também faz parte das memórias que ajudam a contar uma história que atravessou décadas.
Uma data que nunca foi esquecida
O dia 6 de setembro de 1980 também ficou marcado de uma maneira diferente para uma família da região.
Segundo outro relato, uma mulher contou que seu filho nasceu justamente naquele dia.
Enquanto uma criança chegava ao mundo, uma tragédia atingia outras famílias na região. Por isso, a data passou a carregar para aquela família duas lembranças completamente diferentes: a alegria pelo nascimento de um filho e a tristeza provocada pelo acidente.
Uma música sobre a tragédia
Além dos relatos contados pelos moradores, existe ainda outra história que permanece na memória da comunidade.
Segundo informações repassadas por moradores, uma música teria sido escrita por pessoas de Salgado Filho contando a história da tragédia.
A composição seria mais uma forma encontrada pela comunidade para registrar e manter viva a lembrança daquele dia. A existência e os detalhes dessa música, porém, ainda fazem parte dos relatos que precisam ser preservados e, se possível, localizados e confirmados.
Uma história que não pode ser esquecida
A tragédia da Serra da Balança aconteceu há 46 anos, mas continua presente nas lembranças de quem viveu aquela época.
Crianças, famílias e trabalhadores estavam entre as pessoas atingidas por uma fatalidade que, segundo os relatos dos antigos moradores, teria começado quando o ônibus ficou sem freio.
Com o passar dos anos, muitos detalhes podem ter se perdido. O que permanece são as histórias contadas por quem estava próximo dos acontecimentos e por aqueles que ouviram os relatos de seus pais, avós e familiares.
Mais do que uma data, 6 de setembro de 1980 representa uma ferida que ficou marcada na memória de Salgado Filho.
Uma tragédia com vários mortos e feridos.
Uma história de famílias.
Uma história de sobreviventes.
E uma memória que, mesmo depois de 46 anos, ainda merece ser contada.
