Um hábito aparentemente inofensivo logo ao acordar pode estar diretamente ligado ao risco de ataque cardíaco. Segundo a médica Sana Sadoxai, cerca de 90% dos infartos estão associados ao que acontece nas primeiras horas da manhã, principalmente quando o corpo permanece totalmente parado após sair da cama.
Em uma publicação recente nas redes sociais, a especialista alertou que o problema começa quando a pessoa acorda e entra em um ciclo de sedentarismo imediato.
“O verdadeiro perigo começa no momento em que você acorda e fica parado”, afirmou. De acordo com ela, é comum que muitas pessoas passem da cama direto para o celular, permaneçam sentadas por longos minutos e só depois saiam correndo de casa para cumprir compromissos.
Esse comportamento mantém o organismo em um estado de pouco movimento e alta inflamação, condição que afeta diretamente o metabolismo. Mesmo sem perceber, o corpo entra em um modo de funcionamento desfavorável logo no início do dia.
Segundo a médica, esse hábito matinal contribui para uma série de alterações silenciosas no organismo. Entre elas estão o aumento da resistência à insulina, o acúmulo de gordura abdominal, a elevação da pressão arterial, processos inflamatórios crônicos e a chamada disfunção metabólica.
Como explica Sadoxai, todos esses fatores combinados elevam de forma significativa o risco de ataques cardíacos precoces, sobretudo em pessoas com sobrepeso ou obesidade.
Por que se movimentar logo ao acordar pode proteger o coração?
De acordo com Sadoxai, cinco a sete minutos de movimento logo ao acordar já são suficientes para gerar efeitos positivos importantes. Caminhada leve, alongamentos, mobilidade articular ou exercícios de respiração ajudam a ativar a circulação sanguínea, acelerar o metabolismo e estabilizar os níveis de açúcar no sangue.
“Seu peso, seu metabolismo e seu coração estão intrinsecamente ligados. Ignorar esse hábito matinal é uma ameaça silenciosa. Mudá-lo salva vidas”, afirmou a médica. O estímulo ao corpo logo cedo ajuda a reduzir processos inflamatórios e melhora a resposta do organismo ao longo do dia.
Ela faz ainda um alerta especial para quem já apresenta sinais de risco metabólico, como fadiga frequente, falta de ar, gordura abdominal persistente, diabetes ou obesidade.
“Esses são sinais precoces de alerta metabólico. Procure um médico antes que isso se torne um risco real para o coração”, aconselhou.
Ataques cardíacos devem aumentar cada vez mais
Um estudo publicado em 2024, intitulado Carga global de doenças cardiovasculares: projeções de 2025 a 2050, aponta que as doenças cardiovasculares devem aumentar significativamente até 2050 no mundo todo.
O crescimento está ligado principalmente ao envelhecimento da população e ao avanço da doença aterosclerótica, caracterizada pelo endurecimento e entupimento das artérias.
A pesquisa conclui que a hipertensão arterial sistólica continuará sendo o principal fator de risco em todo o mundo, acompanhada pelo aumento do colesterol elevado, da má alimentação e do excesso de peso corporal.
Principais fatores de risco para ataque cardíaco:
Hipertensão arterial, presente em mais de 90% das pessoas antes do primeiro ataque cardíaco;
Colesterol alto, ligado diretamente ao entupimento das artérias;
Tabagismo, que eleva significativamente o risco, especialmente em pessoas mais jovens;
Diabetes e glicemia elevada, mesmo em níveis considerados limítrofes;
Obesidade e sedentarismo, que fazem parte de um padrão de risco metabólico;
Idade, sexo e histórico familiar, com maior risco em pessoas mais velhas e em homens;
Inflamação crônica e doenças autoimunes, associadas a maior risco cardiovascular;
Fatores socioeconômicos e de saúde mental, como baixa renda e transtornos psiquiátricos;
Exposição ambiental, incluindo estudos iniciais sobre o impacto de microplásticos.
As informações sobre saúde e bem-estar publicadas neste conteúdo têm caráter informativo e não substituem o diagnóstico ou tratamento feito por profissionais. Se você estiver com sintomas ou dúvidas relacionadas à sua saúde física ou mental, procure um médico ou profissional habilitado.
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