O homem que havia sido preso após agredir a própria filha, de três anos, em Francisco Beltrão, foi colocado em liberdade por decisão judicial. O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens que mostram o momento em que a criança é atingida com um chute no rosto.
Após a soltura, a representação jurídica da mãe e das crianças divulgou uma nota à imprensa para esclarecer que a decisão tem natureza cautelar e não significa absolvição, reconhecimento de inocência ou encerramento do processo.
No comunicado, o advogado Giancarlo Pessatto afirma que a ação penal continua em tramitação e que a família seguirá acompanhando o caso, buscando a apuração integral dos fatos e a responsabilização legal cabível.
A nota também destaca que a revogação da prisão preventiva altera apenas a situação cautelar do acusado, sem afastar a gravidade dos fatos investigados nem a necessidade de proteção das vítimas.
O advogado ainda pediu que a imprensa e a sociedade evitem reproduzir imagens de violência ou expor indevidamente as crianças, alertando que a divulgação desse conteúdo pode ampliar o sofrimento das vítimas.
Ao final, a representação jurídica reafirmou o compromisso com a defesa dos direitos da mãe e das crianças, destacando que a prioridade deve ser a preservação da integridade física, emocional e psicológica das vítimas.
