Dados do Sistema Único de Saúde (SUS), citados pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), apontam que, entre janeiro e julho de 2026, foram registradas 50.424 mortes e 182.253 internações por AVC na rede pública de saúde brasileira. Os números equivalem a uma média de aproximadamente 238 mortes e 860 internações por dia.
Em Santa Catarina, a legislação estadual prevê ações de conscientização sobre a doença. A Lei nº 16.950/2016 instituiu o Dia Estadual de Prevenção, Orientação e Combate ao AVC, celebrado em 29 de outubro. Já a Lei nº 17.642/2018 estabeleceu a Semana Estadual de Prevenção e Combate ao AVC, realizada anualmente na última semana de outubro.
Mais recentemente, a Lei nº 19.393/2025 instituiu uma política estadual de apoio às vítimas, com diretrizes voltadas ao atendimento de urgência e emergência, à assistência especializada, à pesquisa, às campanhas educativas e à reabilitação.
Quais são os fatores de risco?
O AVC ocorre quando o fornecimento de sangue a uma região do cérebro é interrompido por uma obstrução ou pelo rompimento de um vaso sanguíneo. O AVC isquêmico é causado pela obstrução de uma artéria e corresponde à maioria dos casos. Já o hemorrágico ocorre quando há sangramento no cérebro.
Entre os principais fatores de risco estão pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, excesso de peso e consumo excessivo de álcool. A idade e o histórico familiar também podem influenciar o risco.
A prevenção envolve hábitos saudáveis, alimentação equilibrada, redução do consumo de sal e prática regular de atividades físicas. Também é importante controlar a pressão arterial, a glicose e o colesterol, além de manter o acompanhamento médico e seguir corretamente os tratamentos prescritos.
Como reconhecer os sintomas de um AVC?
Os sinais podem aparecer de maneira repentina. Entre os principais sintomas estão:
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Fraqueza ou dormência em um lado do corpo, especialmente no rosto, braço ou perna;
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Dificuldade para falar ou compreender o que outras pessoas dizem;
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Alterações repentinas na visão;
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Perda de equilíbrio, tontura ou dificuldade para caminhar;
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Confusão mental;
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Dor de cabeça súbita e muito intensa, especialmente em casos hemorrágicos.
Diante da suspeita de AVC, ligue imediatamente para o Samu, pelo telefone 192. Não espere os sintomas desaparecerem nem ofereça medicamentos por conta própria. Informar aos profissionais de saúde o horário em que os sintomas começaram pode ajudar na definição do tratamento.
O atendimento rápido é fundamental porque algumas terapias dependem do tempo transcorrido desde o início dos sintomas. Quanto mais cedo o paciente receber assistência, maiores podem ser as possibilidades de reduzir danos e sequelas.
A história de um catarinense que sofreu AVC
O bancário aposentado Mauro Aquiles Verzola, de 81 anos, sofreu um AVC aos 58 anos. Natural de Florianópolis, ele relatou à Alesc que percebeu os primeiros sinais ao acordar e tentar sair da cama, quando sentiu dificuldade para movimentar uma das pernas.
Após ser levado ao hospital, recebeu o diagnóstico de AVC isquêmico, que posteriormente evoluiu para hemorrágico, conforme o relato divulgado. O episódio provocou paralisia no lado direito do corpo, e atualmente ele utiliza cadeira de rodas.
Ao compartilhar sua experiência, Verzola alertou especialmente as pessoas com pressão alta sobre a importância do acompanhamento médico e do cumprimento das orientações de tratamento.
A campanha de conscientização reforça que controlar os fatores de risco e reconhecer os sinais de um AVC pode fazer a diferença. Em situações de emergência, cada minuto conta.
