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Ministério Público lança campanha contra violência sexual e reforça importância do consentimento

Iniciativa “Sem consciência, é violência” busca conscientizar a população sobre situações em que o consumo de álcool ou outras condições comprometem a capacidade de consentir uma relação sexual.

Ministério Público lança campanha contra violência sexual e reforça importância do consentimento
Foto: Ministério Público

O Ministério Público do Paraná (MPPR), em parceria com o Governo do Estado, lançou a campanha “Sem consciência, é violência”, voltada à prevenção da violência sexual contra as mulheres. A iniciativa foi apresentada na terça-feira (20), na sede do MPPR, em Curitiba.

A campanha busca conscientizar a sociedade sobre a importância do consentimento nas relações sexuais, especialmente em situações de vulnerabilidade temporária, quando uma pessoa pode não ter condições de compreender plenamente o que está acontecendo ou de manifestar sua vontade de forma livre.

Idealizada pela Coordenadoria da Política Institucional de Proteção e Promoção dos Direitos das Vítimas e pela Subcoordenadoria de Crimes Sexuais do Ministério Público, a ação destaca que o comprometimento da consciência pode impedir o consentimento válido para uma relação sexual.

Campanha busca prevenir casos de violência sexual

Durante o lançamento, o procurador-geral de Justiça, Francisco Zanicotti, destacou a importância de atuar na prevenção, além de responsabilizar os autores dos crimes.

“Este é um momento que representa não apenas a defesa das vítimas, mas a defesa das mulheres, antes que sejam vítimas também”, afirmou.

A promotora de Justiça Tarcila Santos Teixeira, coordenadora de Proteção e Promoção dos Direitos das Vítimas, ressaltou que a iniciativa pretende evitar que novas vítimas sofram violência sexual.

“Se, com essa campanha, conseguirmos impedir um único ato de estupro de vulnerável, já teremos alcançado nosso propósito”, declarou.

A secretária de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Mariana Neris, também reforçou a necessidade de combater a ideia de que as mulheres estariam disponíveis para abordagens sem consentimento.

“Precisamos virar a chave na compreensão de que as mulheres não são mercadoria e não estão disponíveis para qualquer abordagem”, afirmou.

Consumo de álcool e vulnerabilidade

Segundo o Ministério Público, a campanha começou a ser estruturada em 2025, após a identificação de situações recorrentes no atendimento a vítimas de crimes sexuais, envolvendo consumo de bebidas alcoólicas, perda de consciência e interações sexuais não consentidas.

A promotora Tarcila Santos Teixeira esclareceu que a iniciativa não atribui ao álcool a causa da violência nem responsabiliza as vítimas pelo que sofreram. O objetivo é alertar para circunstâncias que podem comprometer a capacidade de compreensão, decisão e manifestação da vontade, aumentando a vulnerabilidade diante de possíveis abusos.

Governo e instituições participam da iniciativa

A campanha conta com o apoio das Secretarias de Estado da Segurança Pública (Sesp), da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) e da Comunicação (Secom).

O secretário de Estado da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma prioridade e que a atuação conjunta busca não apenas combater os crimes, mas também impedir que aconteçam.

Já o secretário de Comunicação, Eduardo Pugnali, destacou que a parceria pretende garantir a continuidade e a ampla divulgação da campanha em todo o Paraná.

Materiais educativos serão distribuídos

Com o lançamento, o Ministério Público inicia uma nova etapa de articulação com instituições de ensino, estabelecimentos de lazer e entretenimento, veículos de comunicação e associações de bares e restaurantes.

A divulgação será realizada por meio de materiais impressos, digitais e audiovisuais, incluindo cartazes, adesivos, vídeos, publicações para redes sociais e cartilhas educativas.

As peças contarão com QR Code para direcionar o público ao site da campanha, onde serão disponibilizadas informações complementares sobre prevenção da violência sexual e a importância do consentimento.

A proposta é ampliar o alcance da iniciativa e promover a conscientização em diferentes ambientes frequentados por jovens e adultos, reforçando que uma relação sexual sem consentimento não é aceitável e que a incapacidade de consentir precisa ser respeitada.

Fonte: Ministério Público do Paraná (MPPR).

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