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Polícia aponta responsabilidade dos dois motoristas em acidente que matou 23 no Paraná

Investigação concluiu que excesso de velocidade, possível distração ao celular e falta de manutenção contribuíram para colisão frontal entre caminhão e micro-ônibus

Polícia aponta responsabilidade dos dois motoristas em acidente que matou 23 no Paraná
Foto: PRF / Divulgação

A Polícia Civil do Paraná concluiu a investigação sobre o acidente que matou 23 pessoas na madrugada de 19 de agosto, na BR-373, entre Imbituva e Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná.

Segundo a investigação, o acidente foi provocado por uma combinação de fatores relacionados aos dois veículos envolvidos. A colisão aconteceu no km 209 da rodovia, em um trecho de pista simples, por volta das 3h30.

De acordo com a delegada Ingrid Priotto, responsável pelo inquérito, os dois motoristas trafegavam acima da velocidade máxima permitida para o trecho.

Além disso, a investigação apontou que o caminhão apresentava problemas de manutenção e desgaste nos freios. A Polícia Civil também identificou elementos que indicam que o motorista da carreta poderia estar distraído pelo uso do celular no momento em que invadiu a pista contrária e atingiu o micro-ônibus de frente.

Micro-ônibus transportava pacientes

O micro-ônibus pertencia à Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva e transportava pacientes que estavam a caminho de Curitiba e da região metropolitana para atendimentos médicos.

No momento da colisão, havia 27 pessoas no micro-ônibus. Apenas cinco sobreviveram: um menino de seis anos, uma mulher de 26 anos e três homens, de 22, 49 e 50 anos. Todos ficaram feridos, receberam atendimento médico e posteriormente tiveram alta.

Ao todo, 22 ocupantes do micro-ônibus morreram, incluindo o motorista. O motorista do caminhão, que era de Castro, também morreu.

Entre as vítimas estavam duas crianças e 21 adultos, sendo 13 mulheres e oito homens.

Motoristas morreram e não haverá responsabilização criminal

A Polícia Civil concluiu que os problemas identificados no inquérito foram atribuídos exclusivamente aos dois motoristas. Como ambos morreram no acidente, não haverá responsabilização criminal.

Segundo a delegada, entretanto, o conjunto de provas produzido durante a investigação poderá ser utilizado pelas famílias das vítimas em eventuais processos na esfera cível.

O inquérito reuniu informações de perícias, análise dos veículos e outros elementos que ajudaram a reconstruir as circunstâncias da colisão.

As conclusões poderão servir de base para ações de reparação e indenização movidas pelas vítimas e familiares.

Fonte: G1 

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