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Nova lei cria padrões de qualidade para hospitais particulares e prevê multas de até R$ 500 mil

Regras serão definidas pela Anvisa, e instituições deverão divulgar periodicamente os resultados das avaliações

Nova lei cria padrões de qualidade para hospitais particulares e prevê multas de até R$ 500 mil
Foto: Reprodução | Redes Sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira, 28, uma lei que estabelece novas regras para o controle e a avaliação da qualidade dos serviços de saúde prestados pela iniciativa privada.

A legislação cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada. A medida prevê a definição de padrões de qualidade para hospitais, clínicas e outros estabelecimentos particulares, além da divulgação periódica dos resultados das avaliações.

O que muda para hospitais e clínicas particulares?

As instituições deverão cumprir critérios de qualidade que serão definidos e regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A proposta é estabelecer parâmetros para avaliar os serviços oferecidos pela rede privada e ampliar a transparência sobre o desempenho das instituições. Os resultados das avaliações deverão ser divulgados periodicamente.

Quais são as multas?

Estabelecimentos que não cumprirem os requisitos previstos poderão ser multados. Os valores variam de R$ 5 mil a R$ 500 mil, conforme as regras estabelecidas na legislação.

A aplicação prática das novas exigências ainda depende da regulamentação dos padrões pela Anvisa.

Quem será afetado?

As novas regras abrangem hospitais, clínicas e outros estabelecimentos de saúde da iniciativa privada.

Para os pacientes, a medida prevê maior acesso a informações sobre os resultados relacionados à qualidade dos serviços prestados. A forma de avaliação e divulgação dessas informações será definida posteriormente pela regulamentação.

Origem da proposta

O projeto que deu origem à lei foi apresentado em 2024 pelo então senador Flávio Dino, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A iniciativa surgiu após a morte do filho de Dino, Marcelo Dino, em 2012. Aos 13 anos, o adolescente foi levado a um hospital particular em Brasília durante uma crise de asma e morreu após ser internado.

Segundo informações divulgadas na época, Marcelo foi encaminhado à UTI e inicialmente estabilizado, mas apresentou uma nova dificuldade respiratória durante a madrugada.

Dino e a mãe do adolescente, Deane Fonseca, afirmaram que a médica plantonista da UTI pediátrica havia deixado o posto, o que, segundo eles, teria contribuído para uma demora no atendimento.

Uma médica e uma enfermeira foram investigadas e processadas criminalmente por suposto homicídio culposo, mas foram absolvidas em 2018 por falta de provas.

Em ação movida contra o hospital, Dino e Deane obtiveram, em 2025, uma decisão judicial que fixou indenização de R$ 600 mil para cada um. Na ocasião, Dino informou que os valores seriam doados.

Sanção

A lei foi sancionada nesta segunda-feira, 28, durante a passagem de Lula por Belém, no Pará. Antes da assinatura, o presidente visitou o complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará.

Durante a cerimônia, Lula telefonou para Flávio Dino e mencionou a história pessoal relacionada à origem da proposta.

Fonte: Agência Brasil

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