Motoristas que trafegam por rodovias concedidas do Paraná e de outros sete estados começam a encontrar uma nova tecnologia de fiscalização: equipamentos capazes de calcular a velocidade média dos veículos ao longo de um trecho, e não apenas em um ponto específico da rodovia.
O projeto-piloto foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e está sendo implantado em trechos de rodovias de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Rio de Janeiro.
Diferentemente dos radares convencionais, o sistema registra a passagem do veículo em dois ou mais pontos. A partir da distância entre esses locais e do tempo utilizado pelo motorista para percorrê-la, é possível calcular a velocidade média desenvolvida no trecho.
Onde os testes acontecem no Paraná?
No Paraná, foram autorizados 13 trechos distribuídos entre diferentes concessionárias.
Na área da EPR Iguaçu, serão seis pontos de monitoramento, sendo cinco na BR-277 e um na BR-163. Os trechos estão localizados entre os quilômetros 350 e 689 da BR-277 e entre os quilômetros 139 e 151 da BR-163.
A EPR Paraná terá dois trechos monitorados: um na PR-444, entre os quilômetros 17 e 24, e outro na PR-862, entre os quilômetros 2 e 10.
Já a EPR Litoral Pioneiro terá dois trechos: um na BR-277, entre os quilômetros 33 e 41, e outro na PR-151, entre os quilômetros 306 e 315.
Os outros três pontos estão na BR-376, sob responsabilidade da concessionária Motiva Paraná.
Motoristas serão multados durante os testes?
Não pela velocidade média.
A ANTT estabeleceu que o projeto terá caráter técnico, educativo e experimental, com duração inicial de 180 dias. Durante esse período, não poderão ser aplicadas autuações ou penalidades com base exclusivamente na velocidade média registrada pelo sistema.
Os equipamentos servirão para avaliar a confiabilidade dos dados, o funcionamento da tecnologia, o comportamento dos motoristas e o desempenho operacional do sistema.
As concessionárias também deverão instalar sinalização informando os motoristas sobre os trechos monitorados e a velocidade permitida.
Como funciona a fiscalização?
Imagine que um motorista passe pelo primeiro ponto de monitoramento e, alguns quilômetros depois, seja registrado novamente.
O sistema calcula quanto tempo ele levou para percorrer aquele trecho. Se a distância for percorrida em tempo menor do que o necessário para respeitar a velocidade estabelecida, será possível identificar que a velocidade média desenvolvida ficou acima do limite.
Nesta fase, entretanto, os dados serão utilizados para avaliação do projeto-piloto, sem multa baseada exclusivamente nesse cálculo.
A ANTT poderá prorrogar ou encerrar antecipadamente o experimento, conforme os resultados obtidos e as avaliações técnicas realizadas durante o período de testes.
Fonte: Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
