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Porte de armas pode ser ampliado para duas novas profissões após aprovação de lei

Proposta ainda passará por outras comissões e precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado para virar lei

Porte de armas pode ser ampliado para duas novas profissões após aprovação de lei
Foto: Agência Brasil

O uso e porte de armas poderá ser ampliado para defensores e advogados da Defensoria Pública da União, dos estados e do Distrito Federal com o avanço de uma nova proposta no Congresso.

Uma emenda à proposta também incluiu membros da Advocacia-Geral da União e procuradores estaduais e distritais. Para o relator do projeto, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a justificativa para a medida é que defensores públicos podem enfrentar situações de risco durante o exercício da profissão.

“Há, portanto, na atuação do defensor público, riscos de ameaças reais, violência física, retaliações de facções criminosas e de partes envolvidas em processos judiciais. Além da necessidade de visitas constantes a presídios, há disputas sensíveis de guarda de filhos ou posse de terra que geram hostilidade extrema das partes contrárias”, afirmou.

Flávio Bolsonaro também destacou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já barrou leis estaduais que tratavam do porte para essas categorias e defendeu que a regulamentação seja feita pelo Congresso Nacional.

Quem poderá ter direito ao porte de armas

Segundo informações da Agência Câmara, o projeto estabelece o direito ao porte de arma de fogo para defensores públicos. A emenda aprovada na comissão ampliou a medida para outras carreiras jurídicas:

  • Integrantes da Defensoria Pública da União, dos estados e do Distrito Federal;
  • Membros da Advocacia-Geral da União;
  • Procuradores dos estados e do Distrito Federal.

A autorização não elimina as exigências previstas na legislação e os profissionais deverão comprovar capacidade técnica e aptidão psicológica para obter o porte.

Próximo passo do projeto

Após a aprovação na Comissão de Segurança Pública, o texto foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e ainda precisa avançar no Congresso antes de se tornar uma regra válida.

Portanto, a aprovação na comissão não significa que o porte de arma já esteja liberado para as categorias incluídas no projeto.

NSC

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