A Defesa Civil de Santa Catarina monitora a formação de um ciclone extratropical entre o Litoral do Rio Grande do Sul e o Uruguai, que pode passar por um processo de intensificação rápida e adquirir características de um ciclone bomba entre quinta-feira e sexta-feira, dia 7. O sistema deve provocar mudanças no tempo em todas as regiões catarinenses, com risco de temporais, rajadas intensas de vento e queda de granizo.
Segundo os meteorologistas do órgão, os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão atmosférica que se formam, na maioria das vezes, sobre o oceano, em latitudes médias, fora da faixa tropical. Eles surgem devido ao encontro de massas de ar quente e frio e são responsáveis pela formação das frentes frias que avançam pelo Sul do Brasil.
Esses sistemas favorecem a formação de nuvens carregadas e mudanças nas condições do tempo. Em Santa Catarina, os temporais costumam estar associados à frente fria ligada ao ciclone, enquanto os ventos mais fortes e a agitação marítima ocorrem por causa da circulação do próprio sistema.
O termo "ciclone bomba" é utilizado quando um ciclone extratropical apresenta uma queda muito rápida da pressão atmosférica em poucas horas, intensificando significativamente sua força. Esse processo acelera o avanço da frente fria e aumenta o potencial para tempestades severas, rajadas de vento mais intensas e maior probabilidade de granizo.
A meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina, Nicolle Reis, explica que a intensidade dos impactos depende principalmente do local onde ocorre essa intensificação.
"A intensidade dos impactos em Santa Catarina depende, principalmente, do local onde ocorre a intensificação do ciclone. Se ela acontece mais próxima da costa, há maior potencial para ventos fortes, ressaca e temporais mais severos. Se o processo ocorre em alto mar, mais distante do continente, esses efeitos tendem a ser menos intensos no estado”.
As condições mais severas são esperadas entre o Extremo-Oeste e o Oeste catarinense, onde as rajadas de vento podem superar os 70 km/h, além do risco de chuva intensa, descargas elétricas e queda de granizo.
Durante a madrugada e a manhã de sexta-feira, a frente fria avança para as demais regiões do estado. Depois da passagem do sistema, o tempo tende a melhorar gradualmente.
A Defesa Civil ressalta que o fenômeno segue em monitoramento e que ainda será confirmada a intensidade do ciclone e se ele atingirá os critérios técnicos para ser classificado oficialmente como um ciclone bomba.
Como receber alertas
A população pode receber gratuitamente os alertas da Defesa Civil por SMS. Basta enviar o CEP da localidade para o número 40199. As atualizações também são divulgadas no site oficial e nas redes sociais da Defesa Civil de Santa Catarina.
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