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Homem finge ser tenente e passa trote para seis pizzarias pedindo entrega em sede da PM no Paraná

Suspeito se identificou como "Tenente Murilo Rocha" e disse que pagaria na entrega. Corporação disse que não existe um oficial com este nome na região. Pelo menos seis pizzarias de Londrina receberam pedidos semelhantes e tiveram prejuízo

Homem finge ser tenente e passa trote para seis pizzarias pedindo entrega em sede da PM no Paraná
Foto: Reprodução / RPC

Pelo menos seis pizzarias de Londrina, no Norte do Paraná, foram vítimas de um golpe após um homem se passar por um tenente da Polícia Militar e fazer pedidos de pizzas para serem entregues na sede da 2ª Companhia da PM.

O caso aconteceu na noite da última quarta-feira (8). Segundo a Polícia Militar, o suspeito se identificava como "Tenente Murilo Rocha" e utilizava um número de telefone com DDD de Pernambuco para realizar as ligações.

Em uma das chamadas, gravada por uma pizzaria, o homem agradece o atendimento e chega a pedir o nome e o telefone do entregador, alegando que enviaria uma mensagem por motivos de segurança para facilitar sua identificação na chegada ao batalhão.

Todos os estabelecimentos receberam praticamente o mesmo pedido: pizzas nos sabores portuguesa e baiana, acompanhadas de um refrigerante. O suposto cliente informou que faria o pagamento apenas na entrega.

Ao chegarem à sede da Polícia Militar, os entregadores foram informados pelo policial de plantão de que não havia nenhum oficial com o nome citado atuando na unidade. Ao tentarem entrar em contato novamente com o número utilizado no pedido, os trabalhadores relataram que o suspeito apenas debochou da situação.

Além do prejuízo financeiro com as pizzas preparadas e não pagas, os estabelecimentos também tiveram perdas com o deslocamento dos entregadores.

A Polícia Militar alertou que esse tipo de ação não é uma brincadeira, mas sim um crime, e orientou todas as vítimas a registrarem boletim de ocorrência.

Segundo a corporação, o suspeito poderá responder por se passar por funcionário público, contravenção penal com pena de um a três meses de prisão ou multa, além de estelionato, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão, por causar prejuízo aos comerciantes mediante fraude.

A Polícia Civil do Paraná informou que, até o momento, ainda não havia sido oficialmente notificada sobre o caso.

Fonte: G1 

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