A instalação de dois novos radares de velocidade na BR-163, em Barracão, nas proximidades do acesso à Unetri Faculdade, trouxe novamente à tona um debate antigo entre usuários da rodovia: a segurança no trânsito passa apenas pela fiscalização ou também depende de melhorias estruturais?
Os equipamentos, implantados recentemente pelo DNIT, operam com limite de 50 km/h em um trecho conhecido pelo intenso fluxo de caminhões, veículos de passeio e ônibus. A medida busca reduzir riscos e aumentar a segurança em uma área considerada sensível da rodovia.
No entanto, para muitos motoristas que utilizam diariamente a Serra do BNH, a instalação dos radares representa apenas uma parte da solução. Eles apontam que o trecho convive há anos com desafios relacionados à infraestrutura, especialmente pela ausência de uma terceira pista em pontos de subida, o que frequentemente gera lentidão, filas e manobras de ultrapassagem que exigem atenção redobrada.
A reivindicação por melhorias na capacidade da rodovia não é recente. Com o crescimento do fluxo de veículos e o aumento do transporte de cargas na região de fronteira, usuários defendem que investimentos em ampliação da pista poderiam contribuir tanto para a fluidez do trânsito quanto para a redução de situações de risco.
Embora a fiscalização eletrônica seja reconhecida como uma ferramenta importante para o controle da velocidade e prevenção de acidentes, a discussão levantada por motoristas e moradores vai além dos radares. A avaliação é de que segurança viária depende de um conjunto de ações, envolvendo fiscalização, sinalização adequada e melhorias estruturais capazes de acompanhar a demanda atual da BR-163.
Enquanto os novos equipamentos passam a integrar a rotina de quem trafega pelo local, o debate sobre a necessidade de obras e investimentos na rodovia segue presente entre usuários que consideram a Serra do BNH um dos pontos que merecem atenção especial das autoridades responsáveis pela infraestrutura federal.
Everson Coutinho / Portal Tri
