46 anos! -
Policial -
19/05/2026 14:29
Segundo delegada, vítima tem dificuldade na movimentação por ter sofrido três AVCs. A mãe dele foi presa e será investigada pelos crimes de tortura e maus-tratos
O filho de 46 anos que foi mantido acorrentado em uma cama ficava dias sem comer e beber água, além de viver em situação de sofrimento, segundo a Polícia Civil. A mãe dele, de 64 anos, foi presa em Rio Verde, na região sudoeste de Goiás, suspeita do crime.
A prisão aconteceu na sexta-feira (15). Como o nome da suspeita não foi divulgado, o g1 não conseguiu localizar a defesa dela.
De acordo com o delegado Fernando Simão, a vítima teve três acidentes vasculares cerebrais (AVC) e, por isso, tinha a movimentação comprometida e dificuldades na fala. Fernando pontuou que, em depoimento, a mãe optou por ficar em silêncio.
Ainda de acordo com Fernando, o que mais chamou a atenção dos policiais no crime foi a "frieza e o desprezo" da mãe pela vida do filho.
"[Uma] situação extremamente desumana, tendo a vítima passado por situações de extremo sofrimento. Passando dias sem comer e sem acesso à água", destacou o delegado.
O delegado afirmou que o pai da vítima não consta no registro, portanto, ele não foi localizado. O homem foi encaminhado para atendimento médico e acolhimento institucional pela rede de proteção social.
A mulher passou por audiência de custódia e teve sua prisão mantida. Segundo a polícia, ela é investigada pelos crimes de tortura e maus-tratos.
O caso foi descoberto pela Polícia Civil após uma denúncia feita pela Secretaria Municipal de Assistência Social. Os profissionais de assistência acompanharam a equipe policial e foram à residência. Eles encontraram o filho vivendo em condições degradantes e absolutamente desumanas.
De acordo com a corporação, a vítima estava acorrentada em uma cama e apresentava sinais de contenção prolongada nos punhos e tornozelos. Ele também estava extremamente debilitado e em condições precárias de higiene.
Ainda segundo a polícia, o filho recebia alimentação de forma irregular e dormia em uma área externa improvisada da casa, exposto ao frio, vento e chuva, permanecendo grande parte do dia amarrado pelos braços e pernas, além de ficar sozinho na residência.
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