Em meio ao sucesso da missão Artemis II, marcada pela passagem dos astronautas em volta da Lua, a Nasa publicou em 6 de abril o Guia do Usuário da Base Lunar, um documento de nove páginas que apresenta os próximos passos a serem seguidos pela agência espacial com o objetivo de construir uma base na Lua.
O guia mostra, basicamente, o que a Nasa precisa fazer para realizar os planos espaciais propostos pelo programa Ignition. A iniciativa lançada em março pela agência pretende acelerar a dominação no espaço para se alinhar com a política proposta pelos Estados Unidos.
A expectativa é que a partir de 2028 sejam realizados 73 pousos lunares, sendo alguns tripulados e outros não – de acordo com ma agência, 21 não tripulado seriam somente nos próximos três anos. O objetivo é construir uma base lunar de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões, na cotação atual), além de mandar uma espaçonave para Marte daqui há dois anos.
No entanto, tirar do papel o que está sendo proposto não será uma missão fácil. Mesmo com a ida e volta bem sucedidas da Artemis II, ainda há limitações sistêmicas de aterrissagem, habitação e energia, que são pré-requisitos básicos para humanos viverem na Lua e em outros planetas.
Planos e desafios da base na Lua
Segundo o guia, os 73 pousos lunares acontecerão em três fases. Ainda não se sabe quantos serão tripulados, mas o planejamento é começar com missões robóticas e não tripuladas. A Nasa pretende construir sua base no polo sul lunar. As etapas estão divididas em:
- Fase 1: prevê 25 lançamentos, 21 pousos e tem como objetivo estabelecer até 2029 um acesso frequente e confiável à superfície da Lua;
- Fase 2: prevista para 2029 e 2032, prevê 27 lançamentos, 24 pousos e pretende levar as primeiras infraestruturas da base, além de ter missões tripuladas por semestre;
- Fase 3: prevista de 2032 até uma data ainda não definida, a qual prevê 29 lançamentos e 28 pousos, visando estabelecer a presença humana constante na Lua e o retorno de carga não tripulada à Terra.
Apesar dos diversos planos, a Nasa tem vários obstáculos para cumpri-los. Além das lacunas tecnológicas, a agência enfrenta um corte orçamentário proposto pelo governo norte-americano de 23%, o que representa cerca de US$ 5,6 bilhões (cerca de R$ 28 bilhões). A ver como a estatal solucionará os problemas e agirá diante dos empecilhos.
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