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Professor é agredido por aluno em colégio estadual de Palmas

Segundo a vítima, fato ocorreu após uma sequência de episódios de indisciplina envolvendo o estudante

Professor é agredido por aluno em colégio estadual de Palmas
Foto: Centro do Professorado Paulista | RBJ

Um professor de um colégio estadual de Palmas, foi agredido em sala de aula por um aluno de 16 anos. O fato ocorreu na última sexta-feira, 27 de fevereiro, no Colégio Estadual Cívico Militar Monsenhor Eduardo. O docente, que não terá a sua identidade divulgada, relatou que foi agredido a socos após uma sequência de episódios de indisciplina envolvendo o estudante.

O objetivo não é tratar o caso de forma isolada, mas chamar atenção para situações que têm ocorrido, inclusive com relatos deste mesmo gênero também na rede municipal de ensino, fatos estes que afetam a sociedade como um todo, desde a escola e seus profissionais, assim como os alunos e suas famílias. Antecipamos que o estudante envolvido possui laudo médico de Transtorno Opositor Desafiador (TOD) e já é acompanhado pela rede de proteção e pelos órgãos competentes, segundo a Secretaria da Educação do Paraná.

Em relato ao Departamento de Jornalismo da Rádio Club, o professor contou que havia chegado à escola para ministrar duas aulas no período da tarde. Enquanto aguardava o retorno da turma, que estava em aula de educação física, aproveitou alguns minutos para adiantar o registro de chamada no sistema escolar. Após o retorno dos alunos, a aula começou normalmente.

Segundo o relato, alguns minutos depois o estudante saiu da sala sem autorização e foi chamado de volta. O jovem retornou afirmando que queria falar com a equipe pedagógica por causa de uma discussão verbal que teria ocorrido com uma colega. O professor orientou que ele se acalmasse e informou que acionaria a pedagoga para tratar da situação.

O aluno voltou ao lugar, mas não realizou as atividades propostas. Em seguida, levantou novamente e passou a conversar com colegas que estavam realizando as atividades. O professor pediu que ele retomasse as tarefas, mas o estudante se recusou.

Seguindo os procedimentos adotados pela escola, o docente informou que registraria a situação no sistema de ocorrências e tentou contato com a pedagoga. No entanto, ela já havia encerrado o expediente naquele horário e orientou que fosse chamado o segurança da escola.

Ainda conforme o relato, o segurança compareceu à sala, ouviu a explicação e indicou que a situação seria tratada na segunda-feira pela equipe pedagógica. Após isso, o aluno teria ficado ainda mais alterado.

Durante o restante da aula, o estudante passou a ofender o professor com xingamentos e, em determinado momento, levantou-se da carteira e partiu para a agressão física. O docente afirma que foi surpreendido e atingido por um soco forte, que o deixou tonto, seguido por outros golpes. Outros alunos e um professor precisaram intervir para cessar as agressões. Após os procedimentos legais, o professor solicitou afastamento de suas funções docentes.

A presidente do Núcleo Regional do Sindicato que representa os profissionais da rede estadual de educação (APP-Sindicato), Diuliana Baratto, informou que a entidade está prestando assistência jurídica ao professor, repudiando o fato ocorrido. Segundo ela, ocorrências de agressões verbais e indisciplinas têm aumentado nas escolas da região. Um dos motivos, na sua avaliação, é a ausência da família na vida escolar dos filhos. 

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná informou que o estudante possui laudo médico de Transtorno Opositor Desafiador e já é acompanhado pela rede de proteção e por órgãos competentes.

A pasta destacou ainda que a escola adotou os procedimentos previstos para situações do gênero, prestando suporte ao professor e segue acompanhando o caso, reforçando que situações dessa natureza são tratadas com rigor:

NOTA

Sobre o caso de agressão registrado no Colégio Estadual Cívico-Militar Monsenhor Eduardo, em Palmas, envolvendo um estudante de 16 anos, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informa que o aluno possui laudo médico de Transtorno Opositor Desafiador (TOD) e já é acompanhado pela rede de proteção e pelos órgãos competentes.

A direção da unidade escolar adotou imediatamente todas as providências e encaminhamentos cabíveis. A escola realizou o registro as instâncias necessárias e comunicou os responsáveis pelo estudante.

O professor foi encaminhado ao atendimento médico, e está recebendo suporte da equipe multiprofissional – psicólogos do Núcleo Regional de Educação.

A Seed-PR repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar e reforça que situações dessa natureza são tratadas com rigor.

O Departamento de Jornalismo da Rádio Club também procurou o Conselho Tutelar. Segundo as informações obtidas, o órgão foi comunicado para realizar os acompanhamentos legais. O Conselho deverá notificar os responsáveis pelo adolescente, repassar orientações pertinentes ao caso, requisitar acompanhamento profissional e também da rede de proteção. Por se tratar de um ato infracional, o adolescente poderá responder judicialmente, caso a vítima da agressão ingressar com representação na Justiça.

RBJ

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