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Prefeito Argentino afirma que município está quebrado e êxodo de trabalhadores para o Brasil se intensifica

Endividamento chega a cerca de 500 milhões de pesos e mais de 1.100 moradores deixaram a cidade em busca de emprego no país vizinho

Prefeito Argentino afirma que município está quebrado e êxodo de trabalhadores para o Brasil se intensifica
Foto: Prefeitura de Andresito

O município de Comandante Andresito, na província de Misiones, enfrenta uma grave crise financeira e social. O prefeito Bruno Beck afirmou que a prefeitura está praticamente quebrada, com uma dívida estimada em aproximadamente 500 milhões de pesos junto a fornecedores, além do aumento expressivo do êxodo de trabalhadores para o Brasil.

Em entrevista ao programa Arriba Misiones, Beck classificou o momento como o mais crítico de seus 18 anos de atuação na gestão pública. Segundo ele, a administração municipal vive um estrangulamento financeiro sem precedentes, o que já obrigou a adoção de medidas emergenciais.

“Temos um município quebrado. Devo 500 milhões de pesos a fornecedores”, declarou o prefeito. Beck revelou ainda que, pela primeira vez, precisou recorrer a um empréstimo para conseguir pagar o décimo terceiro salário e honrar os vencimentos dos servidores municipais.

Êxodo de trabalhadores preocupa autoridades

Outro ponto destacado pelo chefe do Executivo é a saída em massa de moradores para o Brasil. De acordo com o prefeito, mais de 1.100 pessoas com documentação regular atravessaram a fronteira para trabalhar principalmente em colheitas.

Embora a migração represente uma alternativa econômica para muitas famílias, Beck alertou para os impactos sociais do movimento.

“O problema é o desenraizamento. Muitas vezes o homem vai trabalhar fora e deixa a família aqui. Em vários casos, a esposa fica com os filhos e não recebe recursos. Quando essa ausência se prolonga, surgem conflitos familiares e outras consequências sociais. É um problema grave”, afirmou.

Falta de mão de obra ameaça produção local

A crise também já afeta diretamente o setor produtivo. Com a aproximação da safra da erva-mate, prevista para março, o prefeito teme escassez de trabalhadores.

“Vamos ter problemas na colheita da erva-mate, porque não há mais tarefeiros. Esse será um problema sério”, alertou.

Além da erva-mate, outras atividades econômicas da região, como o cultivo de tabaco, mandioca e o setor industrial, também enfrentam dificuldades devido à falta de mão de obra e à retração econômica.

Críticas ao Governo Nacional

Bruno Beck atribuiu parte da crise às políticas do Governo Nacional argentino e também criticou parlamentares da província que apoiaram medidas que, segundo ele, prejudicam as economias regionais.

“Isso é resultado da escolha desse governo, que está encerrando as economias regionais”, afirmou. O prefeito também cobrou mais transparência dos representantes no Congresso. “É preciso explicar ao povo por que determinadas decisões foram tomadas”, concluiu.

Fonte: Portal Misiones Online / Arriba Misiones

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