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Pai que jogou filho de 5 anos de ponte é condenado a mais de 80 anos de prisão no RS

O crime aconteceu no dia 25 de março de 2025, quando a criança foi agredida e jogada ainda viva de uma ponte sobre o Rio Vacacaí

Pai que jogou filho de 5 anos de ponte é condenado a mais de 80 anos de prisão no RS
Foto: Reprodução via SBT News

O Tribunal do Júri de São Gabriel, no Rio Grande do Sul, condenou Tiago Ricardo Felber a 83 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado, pela morte do próprio filho, Théo Felber, de apenas cinco anos. A sentença foi proferida na noite de quarta-feira (4), após um julgamento que durou aproximadamente 13 horas.

O crime ocorreu em 25 de março de 2025, quando o menino foi agredido e jogado ainda com vida de uma ponte sobre o Rio Vacacaí, de uma altura aproximada de 15 metros.

A criança morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado pela queda.

Durante as investigações, Tiago confessou o crime à polícia e afirmou que agiu por vingança contra a ex-companheira, mãe de Théo. Ele também relatou que havia ameaçado matar o menino durante uma ligação telefônica.

Julgamento durou cerca de 13 horas

O julgamento começou por volta das 10h de quarta-feira e foi encerrado aproximadamente às 23h, no Tribunal do Júri de São Gabriel.

Ao longo da sessão, oito pessoas foram ouvidas, incluindo a mãe da criança e duas testemunhas.

Após os debates entre acusação e defesa, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de Tiago pelos crimes de homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado e ameaça.

Além da pena de 83 anos e quatro meses de reclusão, a Justiça determinou o início imediato do cumprimento da condenação e fixou indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares da vítima.

O condenado já estava preso preventivamente desde a época do crime.

Ministério Público destaca gravidade do caso

A promotora de Justiça Maria Fernanda Rabelo Ramalho destacou a importância da decisão judicial diante da violência praticada contra a criança.

“A condenação representa uma resposta firme da Justiça diante da gravidade da violência praticada contra uma criança e, sobretudo, um reconhecimento da importância da vida de Théo e da dor de sua família”, afirmou.

A promotora Graziela Lorenzoni também ressaltou que o assassinato de Théo foi um dos casos que contribuíram para o debate nacional sobre a criminalização do chamado vicaricídio.

Crime está relacionado à violência vicária

O caso de Théo Felber ganhou repercussão nacional por envolver uma forma de violência em que filhos ou outros familiares são atingidos como instrumento de sofrimento e punição contra uma mulher.

Essa prática é conhecida como violência vicária.

Em abril de 2026, foi sancionada no Brasil uma legislação que tipifica o vicaricídio, caracterizado pelo assassinato de pessoas próximas à mulher, como filhos e familiares, com a finalidade de provocar sofrimento psicológico e exercer violência contra ela.

Segundo o Ministério Público, o caso de Théo esteve entre os episódios que impulsionaram a discussão sobre a necessidade de uma legislação específica.

A condenação de Tiago Ricardo Felber foi proferida pelo Tribunal do Júri de São Gabriel e determina o cumprimento da pena em regime fechado, além da indenização à família da criança.

SCC10
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