Uma história de solidariedade que ultrapassou fronteiras ajudou a transformar a vida de Arthur Barão Massan, de 9 anos, morador de Curitiba, no Paraná. Diagnosticado com anemia de Fanconi, uma doença genética rara, o menino recebeu uma doação de medula óssea de um jovem alemão e hoje apresenta uma evolução positiva em seu estado de saúde.
Arthur chama o doador, Florian Weiand, de 23 anos, de seu “irmão alemão”. A doação foi fundamental para que o menino pudesse realizar o transplante e seguir com uma nova perspectiva de vida.
A história começou em agosto de 2023, quando Arthur recebeu o diagnóstico de anemia de Fanconi. A doença é uma síndrome genética que compromete progressivamente a capacidade da medula óssea de produzir células sanguíneas.
Diante do diagnóstico, a família iniciou a busca por um doador compatível. A esperança veio da Alemanha, onde Florian havia se cadastrado no registro de doadores de medula óssea em 2019, após um convite de amigos.
Quatro anos depois, ele recebeu uma ligação informando sobre a compatibilidade genética com um paciente e aceitou imediatamente realizar a doação.
Em 2024, a medula óssea saiu da Alemanha e chegou ao Brasil em menos de 24 horas. O transplante foi realizado com sucesso, e atualmente Arthur precisa apenas de consultas de acompanhamento médico.
A mãe do menino, Tathiane Barão, descreveu a história como um verdadeiro milagre. O pai, Luiz Fernando Massan, também destacou a emoção de acompanhar a recuperação do filho.
Famílias se conheceram dois anos após o transplante
O primeiro contato entre as famílias aconteceu em 5 de maio de 2026, quando Florian recebeu um e-mail enviado por Tathiane, mãe de Arthur, agradecendo pela doação e contando sobre a recuperação do menino.
O jovem alemão relatou ter ficado emocionado ao descobrir que havia ajudado uma criança do outro lado do mundo a continuar vivendo e realizando seus sonhos.
Agora, as famílias alimentam o desejo de se encontrar pessoalmente. Florian também revelou que espera poder abraçar Arthur e até jogar cartas de Pokémon com o menino.
Cadastro de doadores pode salvar vidas
A história de Arthur reforça a importância do cadastro de doadores voluntários de medula óssea. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, em 2025 foram realizados 294 transplantes de medula no estado. Entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados outros 267 procedimentos.
Para se cadastrar como doador voluntário no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), é necessário:
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Ter entre 18 e 35 anos;
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Não apresentar doenças impeditivas para a doação;
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Apresentar documento oficial com foto;
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Procurar uma unidade do Hemepar.
No cadastro, são coletados apenas 5 ml de sangue para a realização do exame de compatibilidade genética.
A doação de Florian mostra como um gesto de solidariedade pode mudar completamente a história de uma família, mesmo quando o doador e o paciente vivem em países diferentes.
Com informações do G1 Paraná.
