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Mulher com medida protetiva é morta após acionar botão do pânico

Daiana Gisele Müller, de 38 anos, foi encontrada morta em um riacho em Ipira; ex-companheiro foi preso em flagrante e caso é investigado como feminicídio.

Mulher com medida protetiva é morta após acionar botão do pânico
Foto: Redes sociais / Reprodução

Uma mulher de 38 anos, identificada como Daiana Gisele Müller, foi encontrada morta na manhã desta terça-feira (20), em Ipira, no Oeste de Santa Catarina. Ela havia acionado o botão do pânico da Polícia Militar menos de uma hora antes de morrer. O caso é investigado como feminicídio.

A vítima possuía uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro, também de 38 anos, apontado como principal suspeito do crime. Ele foi preso em flagrante.

O botão do pânico integra o programa Rede Catarina de Proteção à Mulher, da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), e é destinado a mulheres que possuem medidas protetivas de urgência. O dispositivo permite solicitar atendimento policial em situações de risco.

Corpo foi encontrado em riacho

Segundo o delegado Vinicius Ferraz, responsável pela investigação, Daiana acionou o dispositivo de emergência previsto na Lei Maria da Penha.

Após o chamado, a Polícia Militar enviou uma viatura com urgência até a residência da vítima, localizada na Linha Capelinha. No local, os policiais encontraram o imóvel arrombado.

As equipes iniciaram buscas e tentaram contato com familiares. O corpo da mulher foi localizado submerso em um riacho, onde o Corpo de Bombeiros Militar confirmou a morte.

A Polícia Civil aguarda os resultados da perícia para esclarecer as circunstâncias do crime. Um laudo deverá determinar o horário exato do óbito, mas as informações preliminares indicam que a morte ocorreu menos de uma hora após o pedido de socorro.

O suspeito se apresentou ao pelotão da Polícia Militar de Presidente Castello Branco, município vizinho, e acabou preso em flagrante.

Daiana deixa dois filhos. Até o momento, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório.

Especialista destaca importância das medidas protetivas

A advogada Tammy Fortunato, especialista em questões de gênero, destaca que as medidas protetivas são instrumentos importantes para prevenir novas agressões e evitar o agravamento da violência contra a mulher.

Segundo ela, embora não garantam proteção automática, as medidas têm força legal e precisam ser levadas a sério tanto pelas vítimas quanto pelas autoridades responsáveis por assegurar seu cumprimento.

“É algo simples, mas tem muita força de proteção à mulher que está em situação de violência. Se tem uma medida protetiva, é porque já teve uma violência. E essa medida protetiva é justamente para evitar que aconteça uma violência futura”, afirmou.

A advogada também orienta que qualquer descumprimento da medida seja comunicado às autoridades, mesmo quando a vítima acredita que o agressor não voltará a ameaçá-la.

“Se a pessoa descumpriu uma medida protetiva de urgência, é importante comunicar o advogado, comunicar o Ministério Público para que eles possam comunicar o juízo e sejam tomadas medidas eficazes diante desse descumprimento da protetiva”, explicou.

Santa Catarina registrou 42 feminicídios em 2026

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina (SSP-SC), o estado registrou 42 feminicídios entre 1º de janeiro e 15 de outubro de 2026.

No mesmo período de 2025, foram contabilizados 38 casos. Os números representam um aumento de aproximadamente 10% nos registros de feminicídio no estado.

Fonte: G1 

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