A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na tarde de segunda-feira (19), a Operação Ultimato, contra integrantes da facção criminosa Os Manos, de origem gaúcha e atuação interestadual. A ação resultou no cumprimento de nove mandados de prisão e cinco de busca e apreensão.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Itapiranga, no Extremo-Oeste catarinense. Dos nove mandados de prisão, sete eram preventivos e dois temporários.
A investigação apura crimes de tráfico de drogas e extorsões praticadas mediante ameaças de morte contra vítimas e familiares. Segundo a Polícia Civil, integrantes da facção continuavam coordenando atividades criminosas mesmo estando presos no Rio Grande do Sul, utilizando celulares e aplicativos bancários.
As apurações começaram em 9 de agosto, após a apreensão de um adolescente de 17 anos por ato infracional análogo ao tráfico de drogas. Conforme a investigação, ele teria perdido 32 porções de cocaína pertencentes à organização criminosa. A situação teria motivado cobranças e ameaças contra familiares, e o avô do adolescente teria sido obrigado a pagar R$ 3 mil.
Outro caso investigado envolve comerciantes de Itapiranga que receberam ameaças contra familiares e de incêndio de seus estabelecimentos. De acordo com a Polícia Civil, os criminosos demonstravam conhecer detalhes da rotina das vítimas, incluindo seus deslocamentos e a escola frequentada pelos filhos.
A investigação também apura uma extorsão de R$ 8,8 mil relacionada a uma suposta dívida de drogas atribuída ao filho de uma vítima. Segundo a polícia, os suspeitos teriam exibido uma arma, ameaçado incendiar a residência com os familiares dentro e levado o veículo da vítima para Barra do Guarita, no Rio Grande do Sul. O automóvel teria sido devolvido após o pagamento.
Durante as apurações, foram identificados suspeitos apontados como integrantes da cúpula da facção, conhecidos pelos apelidos de “DG”, “Turco”, “Sombra” e “Bin Laden”. Conforme a Polícia Civil, eles estariam presos no Rio Grande do Sul e continuariam coordenando atividades criminosas.
A Polícia Civil solicitou a transferência dos investigados para unidades prisionais de segurança mais rigorosa, além do bloqueio de contas bancárias para enfraquecer financeiramente a organização.
A Operação Ultimato contou com apoio da Polícia Militar de Itapiranga, do Canil de São Miguel do Oeste e de policiais civis de Tenente Portela, no Rio Grande do Sul.
As investigações continuam para aprofundar a apuração dos crimes e identificar outros possíveis envolvidos.
Fonte: ClicRDC
