Santa Catarina ampliou em 58% o efetivo da Polícia Penal desde 2023, passando de aproximadamente 2,8 mil para quase 4,7 mil profissionais. O crescimento ocorre em um cenário nacional de redução de 3% no número de policiais penais, conforme levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado pelo Governo do Estado.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), a ampliação do quadro busca acompanhar o crescimento da população carcerária e reforçar a segurança nas unidades prisionais catarinenses.
No Brasil, o número de policiais penais caiu de 94.673 para 91.850 profissionais, enquanto a população carcerária cresceu 13,22%, chegando a 964.668 pessoas. O levantamento também apontou um déficit de 42.314 profissionais em relação ao total de cargos previstos no sistema penitenciário nacional.
Atuação vai além da segurança nas unidades
A Polícia Penal é responsável pela segurança interna dos estabelecimentos prisionais, pela realização de escoltas e pela segurança orgânica das unidades. Os profissionais também atuam em intervenções, recapturas de presos foragidos e outras atividades relacionadas à custódia.
Em Santa Catarina, o trabalho inclui o acompanhamento das atividades laborais desenvolvidas por pessoas privadas de liberdade, com controle dos deslocamentos e vigilância dos espaços destinados ao trabalho.
A secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, afirmou que o aumento do efetivo contribui para acompanhar o crescimento da população carcerária e manter as atividades realizadas nas unidades prisionais.
Estado prevê mais de 9,5 mil novas vagas
Além da ampliação do quadro de profissionais, o Governo de Santa Catarina prevê a criação de mais de 9,5 mil vagas no sistema prisional por meio do programa Administração Prisional Levada a Sério.
O Estado também informou investimentos em equipamentos para as equipes, incluindo drones de alta performance, viaturas, armamentos e dispositivos menos letais. Recentemente, foram entregues 79 veículos à Sejuri, com parte dos recursos de custeio proveniente dos fundos rotativos, que recebem valores relacionados ao trabalho prisional.
Segundo o governador Jorginho Mello, os investimentos buscam fortalecer as forças de segurança e ampliar a estrutura disponível para a custódia de pessoas privadas de liberdade.
A expansão do efetivo e da capacidade prisional ocorre diante dos desafios impostos pelo crescimento da população carcerária, cenário que exige investimentos em pessoal, infraestrutura e segurança no sistema penitenciário.
Fonte: ClicRDC
