A família de Antônio Batista Soares, de 71 anos, vive há oito meses uma espera angustiante para conseguir realizar o velório e a despedida do idoso. O corpo, encontrado em território argentino, permanece no Instituto Médico Legal (IML) de Posadas, na província de Misiones, sem que, segundo os familiares, sequer tenha sido realizado o exame de DNA necessário para a confirmação oficial da identidade.
Antônio desapareceu no dia 16 de dezembro de 2025. Desde então, familiares iniciaram buscas e tentaram localizar o idoso, mas não conseguiram mais informações sobre seu paradeiro.
Quase um mês depois, no dia 13 de janeiro de 2026, um corpo foi localizado em uma área rural no Paraje San Sebastián, em Bernardo de Irigoyen, na Argentina, próximo à fronteira com o Brasil. O corpo foi encaminhado para o IML de Posadas, onde permanece até hoje.
Agora, oito meses após a localização, a família ainda não conseguiu realizar a despedida. De acordo com os familiares, o exame de DNA, que poderia confirmar oficialmente a identidade do corpo, ainda não foi realizado.
A situação, além de prolongar o sofrimento dos familiares, também estaria dificultando o andamento das investigações, já que a confirmação da identidade é um dos elementos fundamentais para esclarecer as circunstâncias da morte.
Diante da demora, os familiares buscaram auxílio jurídico e contrataram um advogado na Argentina para tentar acelerar os procedimentos e obter respostas das autoridades responsáveis pelo caso.
A família também cobra esclarecimentos sobre os motivos que levaram à demora na realização do exame e na liberação do corpo para o traslado ao Brasil.
O caso envolve autoridades argentinas e brasileiras e segue sendo acompanhado pelas forças de segurança dos dois países. Enquanto aguardam uma definição, os familiares permanecem sem respostas e sem poder realizar o sepultamento de Antônio.
Para a família, a espera já ultrapassa os limites burocráticos: são oito meses sem poder confirmar oficialmente a morte, sem realizar o velório e sem conseguir dar ao idoso uma despedida digna.
Everson Coutinho / Portal Tri
