As Forças Armadas iniciaram, na última segunda-feira (20), a Operação Ágata Arco Sul-Sudeste 2026, que reforça a segurança nas regiões de fronteira do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A ação é coordenada pelo Ministério da Defesa e conduzida pelo Comando Conjunto Tamandataí.
A operação reúne efetivos da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira (FAB), que atuam de forma integrada com diversos órgãos de segurança e fiscalização.
Além das Forças Armadas, participam da operação a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, as polícias militares dos três estados da Região Sul, a Receita Federal, o Ibama, o ICMBio e outras instituições parceiras.
As ações incluem patrulhamento em rodovias, instalação de bloqueios e postos de fiscalização, além do monitoramento de rios e rotas fluviais utilizadas para o transporte de pessoas e mercadorias.
O principal objetivo é intensificar a prevenção, fiscalização e repressão aos crimes transfronteiriços, como contrabando, descaminho, tráfico de drogas, tráfico de armas e crimes ambientais, ampliando a presença do Estado nas áreas de fronteira.
A Operação Ágata faz parte do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF) e é realizada desde 2011 pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Nesta edição, o foco está nas áreas terrestres e fluviais do arco Sul-Sudeste do país.
O nome Comando Conjunto Tamandataí homenageia o Vapor Tamandathay, embarcação da Marinha do Império que atuou entre 1858 e 1883 na proteção das fronteiras fluviais brasileiras e participou de operações durante a Guerra do Paraguai. Hoje, a denominação simboliza a continuidade da missão de defesa e proteção das áreas estratégicas do Brasil.
Everson Coutinho / Portal Tri
