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Justiça investiga casal suspeito de furtar bilhete premiado de R$ 29 milhões da Mega-Sena

Caso ocorreu após o sorteio realizado em agosto de 2023. Uma funcionária da lotérica, com apoio do marido, teria retirado do cofre um bilhete emitido com defeito que acabou sendo premiado.

Justiça investiga casal suspeito de furtar bilhete premiado de R$ 29 milhões da Mega-Sena
Foto: Millena Sartori/g1

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter na Justiça de Mato Grosso a investigação sobre o suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena, no valor de R$ 29 milhões, ocorrido em uma casa lotérica de Sinop, em 2023. A decisão foi assinada pelo ministro Ribeiro Dantas, que negou o pedido da defesa do casal acusado para transferir o caso à Justiça Federal.

O prêmio total do concurso foi de R$ 116,2 milhões e foi dividido entre quatro apostas vencedoras. Duas delas foram registradas na mesma lotérica de Sinop, enquanto as outras foram feitas em Fortaleza (CE) e Uberaba (MG). Cada ganhador recebeu cerca de R$ 29 milhões.

Segundo a investigação, uma funcionária da lotérica imprimiu um bilhete com defeito durante o atendimento a uma cliente. O comprovante inválido foi guardado em um cofre, conforme as regras do estabelecimento, e um novo bilhete com os mesmos números foi emitido e entregue à apostadora.

Após o sorteio, a cliente foi uma das vencedoras da Mega-Sena. Conforme o Ministério Público, a funcionária retirou o bilhete defeituoso do cofre e, no dia seguinte, pediu demissão junto com o marido, que alegou ser um dos ganhadores do prêmio. Toda a movimentação foi registrada pelas câmeras de segurança da lotérica.

A existência de duas apostas vencedoras com os mesmos números na mesma unidade chamou a atenção dos proprietários, que iniciaram uma investigação e acionaram a Polícia Civil. Ainda de acordo com a denúncia, ao ser procurado pelos donos da lotérica, o marido da funcionária afirmou ser o legítimo proprietário do prêmio e teria feito ameaças para que as investigações fossem encerradas.

O Ministério Público denunciou o casal pelo crime de furto qualificado por abuso de confiança.

A defesa sustentava que o processo deveria tramitar na Justiça Federal, alegando que o prêmio foi pago pela Caixa Econômica Federal, o que caracterizaria interesse da União. Também solicitava a suspensão da ação penal até a conclusão de uma ação cível sobre a propriedade do bilhete.

Na decisão, o ministro Ribeiro Dantas entendeu que a vítima do suposto furto é a casa lotérica, empresa privada, e não a Caixa Econômica Federal. Segundo ele, o pagamento do prêmio é apenas uma consequência do crime investigado e não altera a competência da Justiça Estadual.

Com isso, a ação penal seguirá normalmente na Justiça de Mato Grosso para apurar o suposto furto do bilhete premiado.

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