A filha do presidente do Ceará Sporting Club, João Paulo Silva, recebeu um pacote contendo um explosivo e uma carta com ameaças direcionadas ao dirigente. O caso foi registrado nesta quinta-feira (25), em Fortaleza (CE), e está sendo investigado pela Polícia Civil do Ceará.
De acordo com relato publicado pelo próprio presidente nas redes sociais, o material foi entregue no curso de teatro frequentado pela jovem, que sofreu um ataque de pânico após receber o pacote.
João Paulo Silva afirmou que já vinha sendo alvo de ataques, mas destacou que a situação ultrapassou os limites do ambiente esportivo ao atingir sua família. O dirigente informou que adotará todas as medidas legais cabíveis para garantir a segurança dos familiares e responsabilizar os autores das ameaças.
Em nota oficial, o Ceará Sporting Club repudiou o episódio e classificou o caso como inaceitável. O clube reforçou que não compactua com qualquer forma de ameaça ou violência e informou que já acionou as autoridades competentes.
A investigação foi instaurada pela Polícia Civil do Ceará e será conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que trabalha para identificar os responsáveis pelo envio do explosivo e da carta.
O Ceará destacou ainda que críticas fazem parte do futebol, mas que ameaças e atos de violência jamais podem ser tratados como algo normal dentro do esporte.
O caso também gerou manifestações de solidariedade de outras instituições esportivas. Em nota, a Associação Chapecoense de Futebol repudiou os atos de violência e intimidação contra João Paulo Silva e seus familiares, ressaltando que o futebol deve ser pautado pelo respeito e pela civilidade. O clube catarinense ainda defendeu a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.
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