Um homem de 36 anos foi preso preventivamente no Espírito Santo após, segundo a Polícia Civil, detalhar em conversas com uma inteligência artificial um plano para matar o próprio filho e realizar ataques contra escolas, igrejas e autoridades públicas.
De acordo com a investigação, o caso teve início após um alerta encaminhado pelo FBI ao Ministério da Justiça do Brasil. As informações, compartilhadas pela OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, indicavam risco concreto de violência, levando o Ministério da Justiça a repassar o caso à Polícia Civil do Espírito Santo.
Segundo o delegado Ícaro Olímpio, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), o investigado afirmava que pretendia contratar um pistoleiro para matar o próprio filho, fruto de um relacionamento anterior. A motivação seria impedir que, após sua morte, a ex-companheira cobrasse pensão alimentícia da avó paterna da criança.
Ainda conforme a polícia, o homem também relatava possuir uma arma de fogo, corda e cianeto, além de manifestar a intenção de promover atentados contra escolas, igrejas e autoridades públicas. Os ataques estariam planejados para o dia 20 de junho.
Antes da data indicada nas mensagens, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na zona rural de São Gabriel da Palha, impedindo a possível execução dos crimes.
Durante coletiva de imprensa, o delegado destacou que plataformas digitais podem cooperar com as autoridades quando identificam conteúdos que representem ameaça concreta à vida ou indiquem a preparação de crimes graves.
"Nós tivemos o suficiente para poder prevenir, para poder evitar esse grave crime que estava prestes a acontecer", afirmou o delegado.
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