A partir do próximo 23 de fevereiro, condutores que utilizam rodovias do Oeste e Sudoeste paranaense passam a pagar pelo pedágio eletrônico nos trechos administrados pela EPR Iguaçu. Até o dia 22, os pórticos seguem funcionando apenas de forma orientativa, sem cobrança, período destinado à adaptação dos usuários ao novo modelo.
A autorização para o início da tarifação foi concedida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres após a concessionária comprovar o cumprimento das primeiras metas contratuais, como recuperação do pavimento, reforço da sinalização, melhorias na iluminação e manutenção geral das vias.
Entre os trechos atendidos está a BR-163, que recentemente recebeu da Confederação Nacional do Transporte o reconhecimento como a melhor rodovia da região Sul.
O novo sistema utiliza pórticos equipados com sensores capazes de identificar todos os veículos em movimento, seja por TAG eletrônica ou leitura automática de placas. A tecnologia também calcula dimensões e número de eixos, permitindo passagem contínua, sem paradas. Segundo a EPR Iguaçu, o modelo melhora a segurança viária, reduz filas, economiza combustível e contribui para a diminuição de poluentes.
Apesar das vantagens operacionais, o impacto financeiro é significativo. Para automóveis, caminhonetes e furgões, as tarifas variam aproximadamente entre R$ 11 e R$ 18,10 por pórtico. Caminhões leves e ônibus pagam de R$ 22 a R$ 36,20, enquanto veículos com mais eixos podem chegar a valores superiores a R$ 140, dependendo do trecho.
O pagamento deve ser feito em até 30 dias, após esse prazo, o motorista pode ser multado por evasão de pedágio, com registro de pontos na CNH.
Usuários com TAG contam com descontos: o Desconto Básico de Tarifa garante 5% já na primeira passagem mensal, e o Desconto para Usuários Frequentes pode reduzir progressivamente o valor conforme o número de viagens. Motocicletas e triciclos são isentos.
Confira a tabela de tarifas:

Os pórticos estão instalados em pontos estratégicos, como em Santa Lúcia (BR-163), Vitorino (PR-280) e Ampére (PR-182), cobrindo corredores importantes para passageiros e transporte de cargas.
A concessão abrange cerca de 662 quilômetros de rodovias e prevê investimentos de R$ 19,5 bilhões ao longo de 30 anos, incluindo duplicações, faixas adicionais e vias marginais. A expectativa é fortalecer a infraestrutura logística da região, mas, ao mesmo tempo, o início da cobrança marca um aumento nos custos para quem trafega diariamente, especialmente caminhoneiros e transportadores.
Everson Coutinho / Portal Tri
