O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou criminalmente três pessoas investigadas na Operação Derby, deflagrada em setembro de 2025. O grupo é acusado de tentar aliciar atletas do Londrina Esporte Clube para a prática de crimes relacionados à manipulação de resultados em partidas de futebol.
Os denunciados, que atuavam como empresários no ramo esportivo, respondem pelos crimes de associação criminosa e corrupção em âmbito desportivo.
As investigações tiveram início após o Gaeco receber informações da Delegacia da Polícia Federal de Londrina, que relatou abordagens a jogadores antes da partida contra o Maringá Futebol Clube, válida pelo Campeonato Brasileiro da Série C de 2025.
De acordo com o MP, os suspeitos utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens para oferecer vantagens financeiras aos atletas em troca de ações específicas dentro de campo, como o recebimento proposital de cartões amarelos. A pelo menos um dos jogadores foi oferecida a quantia de R$ 15 mil.
Ainda conforme a denúncia, um dos líderes do esquema se valia do fato de ser filho de um renomado boxeador para conquistar a confiança das vítimas. Apesar das investidas, nenhum dos jogadores abordados aceitou participar do esquema criminoso.
Os crimes contra a incerteza do resultado esportivo estão previstos na Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.587/2023), com penas que variam de dois a seis anos de reclusão, além de multa.
Além da condenação criminal, o Ministério Público requereu à Justiça o pagamento de dano moral coletivo no valor sugerido de R$ 150 mil, como forma de reparação pelos prejuízos causados à integridade e à credibilidade das competições esportivas.
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