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Ossadas de primas desaparecidas no Paraná são liberadas e família vela vítimas cinco meses após início das buscas

Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, desapareceram em abril; ossadas foram identificadas pela Polícia Científica em agosto

Ossadas de primas desaparecidas no Paraná são liberadas e família vela vítimas cinco meses após início das buscas
Foto: Polícia Civil

As ossadas de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, foram liberadas para sepultamento nesta quinta-feira (1º) pela Polícia Científica do Paraná. As jovens desapareceram em 21 de abril e as famílias puderam realizar a despedida mais de cinco meses após o início das buscas.

Letycia foi sepultada em Cianorte, onde morava. Sttela foi enterrada em Jussara, município onde vivia com a mãe.

Segundo a investigação, as duas teriam sido assassinadas no dia do desaparecimento. O principal suspeito, Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, morreu durante uma abordagem policial em Mandaguari, em agosto.

Os restos mortais das jovens foram encontrados em 21 de agosto, em uma área rural próxima a Paraíso do Norte. Na mesma data, um segundo suspeito, identificado pela polícia como “Magrão”, foi preso. Conforme a investigação, ele indicou aos policiais o local onde estavam os restos mortais.

Em 27 de agosto, a Polícia Civil confirmou que as ossadas pertenciam às duas jovens. A identificação foi realizada por meio de exames dos arcos dentais. A análise também apontou indícios de morte violenta.

Linha do tempo

20 de abril — 22h39: Letycia e Sttela foram vistas saindo de Cianorte em uma caminhonete com Clayton, que Letycia conhecia pelo nome de “Davi”. Segundo a investigação, as jovens haviam sido convidadas para uma festa.

22h54: a caminhonete foi registrada por câmeras de segurança entrando em Jussara, onde Sttela morava. Ela foi até a residência para pegar uma mochila.

22h55: Sttela publicou uma imagem nas redes sociais em que aparece dentro da caminhonete, acompanhada de Letycia e Clayton.

23h13: o trio deixou Jussara em direção a Maringá, pela PR-323.

21 de abril — 0h16: Sttela fez uma segunda publicação nas redes sociais, no trecho entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança. Clayton aparece na imagem.

1h10: os três foram registrados entrando em uma boate em Paranavaí. As primas também foram filmadas dentro do estabelecimento.

3h17: Sttela teve o último registro de conexão à internet, segundo informações obtidas pela investigação.

Entre 22 e 23 de abril: Clayton retornou sozinho a Cianorte. Conforme a investigação, posteriormente deixou a cidade novamente utilizando uma motocicleta e sem celular.

23 de abril — 9h: ocorreu o último registro de conexão de Clayton à internet.

24 de abril: a polícia identificou registros que indicavam a passagem de Clayton por Maringá.

29 de abril: foi expedido um mandado de prisão contra Clayton pelos crimes de roubo e homicídio. Ele passou a ser considerado foragido.

15 de maio: uma mulher apontada como ex-namorada de Clayton foi presa pela Polícia Civil, suspeita de prestar apoio financeiro e logístico ao investigado.

15 de junho: policiais realizaram buscas em uma área rural de Paraíso do Norte à procura de pistas sobre o paradeiro das jovens.

21 de agosto: Clayton morreu durante uma abordagem policial em Mandaguari. Um segundo suspeito foi preso em Umuarama. No mesmo dia, as ossadas das jovens foram encontradas.

27 de agosto: a Polícia Civil confirmou oficialmente a identificação dos restos mortais como sendo de Letycia e Sttela.

Conforme a Polícia Civil do Paraná, o inquérito do caso deve ser concluído durante o mês de outubro.

Fonte: G1 

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