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Pai e madrasta são condenados a mais de 300 anos de prisão cada por impor metas de produção de conteúdo sexual a adolescentes, no Paraná

Meninas tinham 13 e 16 anos. Investigações concluíram que casal usava linguagem de 'seita' para coagir as vítimas

Pai e madrasta são condenados a mais de 300 anos de prisão cada por impor metas de produção de conteúdo sexual a adolescentes, no Paraná
Foto: Getty Images | Pai e madrasta são condenados a mais de 300 anos de prisão cada por impor metas de produção de conteúdo sexual a adolescentes, no Paraná

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) condenou, nesta terça-feira (16), um pai e uma madrasta por obrigarem duas adolescentes a produzirem fotos e vídeos de conteúdo sexual, com metas diárias e horários para entrega do material, em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

O pai foi condenado a 358 anos de prisão, e a madrasta, a 318 anos. O g1 optou por não divulgar o nome deles para proteger a identidade das vítimas, que, na época dos crimes, tinham 13 e 16 anos.

O homem é pai da jovem que tinha 16 anos e padrasto da menina de 13.

  • Coação para produção de pornografia infantil;
  • Estupro de vulnerável;
  • Estupro;
  • Corrupção de menores;
  • Tráfico de pessoas;
  • Produção/filmagem de pornografia infantil;
  • Armazenamento de pornografia infantil;
  • Divulgação de pornografia infantil;
  • Ameaça.

A sentença determinou também o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil para cada uma das vítimas.

Esquema tinha tom de
Foto: Esquema tinha tom de

Rodrigo Cunha, advogado das vítimas, afirmou que a justiça foi feita.

"Hoje, uma mãe e suas filhas podem voltar a respirar e a dormir em paz, com a certeza de que foram ouvidas e protegidas. Afinal, quem tem a coragem de roubar a infância de inocentes crianças vai descobrir que a Justiça tem coragem de punir severamente", disse.

Linguagem de seita, mensagens em código e cobrança de prazos

As investigações começaram depois que a mãe das adolescentes descobriu que elas eram ameaçadas pelo homem para produzir os conteúdos sexuais.

A polícia apurou que, em outubro de 2024, durante um passeio em um parque de Curitiba, o homem de 63 anos vendou as adolescentes e as levou para a casa dele. Com ajuda da atual esposa, ele gravou os primeiros vídeos de conteúdo sexual das vítimas.

Mensagens enviadas coagindo adolescente a produzir materiais sexuais — Foto: Divulgação/RPC
Foto: Mensagens enviadas coagindo adolescente a produzir materiais sexuais — Foto: Divulgação/RPC

 

"Por favor, não hesite em errar de novo, ou novamente para que apaguem-se todas as suas oportunidades, ok? Seja esperta e não faça por errar para que tenhas que ser punida sem chance de volta [...] Você tem apenas uma hora a partir de agora para concluir seu acordo diário, ok? Não perca tempo e mais esta oportunidade de redenção", dizia uma das mensagens.

Depois de um tempo, as ameaças se intensificaram.

"A partir disso, as vítimas passaram a ser sistematicamente coagidas pelos investigados a produzirem vídeos de cunho pornográfico entre si e com terceiros, sob a imposição de uma meta diária de produção", detalhou, na época, o delegado Gabriel Fontana, que investigou o caso.

O caso foi denunciado em fevereiro de 2025, quando a mãe das vítimas recebeu ameaças de divulgação de vídeos de conteúdo sexual das filhas. Segundo a polícia, as mensagens eram enviadas pelo homem agora condenado.

G1

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