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Operação do Gaeco contra fraude em licitações e sonegação cumpre mandados em Concórdia e Xanxerê

Investigação aponta criação de empresas de fachada para fraudar certames públicos e ocultar os verdadeiros responsáveis pelos negócios

Operação do Gaeco contra fraude em licitações e sonegação cumpre mandados em Concórdia e Xanxerê
Foto: Anderson Sommer / Portal Tri

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou na manhã desta quarta-feira, dia 27, a Operação “Proxies”, que apura a atuação de um grupo suspeito de criar empresas de fachada em nome de “laranjas” para fraudar licitações e praticar sonegação fiscal em Concórdia e Xanxerê, no Oeste catarinense.

Ao todo, 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas, estão sendo cumpridos. As diligências ocorrem em empresas e residências nos municípios de Concórdia, Xanxerê e Florianópolis.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os mandados têm o objetivo de apreender documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos que possam reforçar as provas já reunidas durante a investigação.

As apurações indicam ainda a existência de um núcleo decisório comum entre os investigados, sustentado por vínculos familiares, operacionais e documentais. Conforme o Gaeco, o grupo teria compartilhado estratégias para habilitação e execução contratual em licitações públicas.

A investigação também aponta para a criação de empresas de fachada utilizadas de forma articulada não apenas para fraudar procedimentos licitatórios, mas também como instrumento para prática de sonegação fiscal.

Os materiais recolhidos durante as buscas serão encaminhados à Polícia Científica para realização de perícias. Após a emissão dos laudos, as evidências serão analisadas pela equipe responsável pela investigação. O caso tramita sob sigilo.

O nome da operação faz referência ao termo em inglês “proxy”, utilizado para designar representantes ou intermediários que atuam em nome de terceiros. Conforme o Gaeco, os investigados teriam utilizado procurações, representantes formais e pessoas interpostas para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas empresas e pelas decisões do grupo.

Oeste Mais 

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