A Polícia Civil de Santa Catarina divulgou nesta segunda-feira (11) um balanço das ações de combate aos crimes contra o agronegócio no estado. Entre janeiro e abril de 2026, o Centro de Apoio Operacional de Combate aos Crimes Contra o Agronegócio (CAOAGRO) recebeu mais de 200 boletins de ocorrência relacionados ao setor, distribuídos em 120 municípios catarinenses.
Apesar do número expressivo de registros, os dados apontam uma redução de 9% nas ocorrências em comparação com o mesmo período de 2025. Segundo a Polícia Civil, o resultado é atribuído ao trabalho integrado entre forças de segurança e órgãos parceiros, com foco em ações preventivas e repressivas no meio rural.
As Delegacias Regionais de Polícia (DRPs) de Lages, Maravilha, Chapecó e Xanxerê concentraram o maior número de ocorrências. O crime de abigeato — furto de animais — lidera as estatísticas e representa 25,6% dos casos registrados pelo CAOAGRO neste ano. Em seguida aparece o crime de dano, responsável por 17,9% das ocorrências.
Além do acompanhamento dos registros e suporte investigativo às unidades policiais, o CAOAGRO intensificou a atuação conjunta com órgãos de defesa sanitária para garantir a proteção da agropecuária catarinense e da segurança alimentar da população.
Operações realizadas em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), CIDASC, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), EPAGRI e consórcios intermunicipais resultaram na apreensão de alimentos de origem animal impróprios para consumo e na interdição de estabelecimentos por irregularidades sanitárias.
As ações também identificaram suspeitas de adulteração de alimentos, configurando crimes contra a saúde pública e contra as relações de consumo.
Outro destaque do trabalho desenvolvido em 2026 foi o fortalecimento das ações preventivas, com campanhas educativas, orientações sobre segurança no campo e incentivo ao uso dos canais oficiais de denúncia.
A Polícia Civil reforçou que seguirá investindo em inteligência, integração institucional e estratégias operacionais para combater crimes rurais e fraudes no setor agropecuário, protegendo os produtores catarinenses e a economia do estado.
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