A possibilidade de um “super El Niño” nos próximos meses ganhou espaço nas redes sociais e debate público, e tem chamado a atenção de meteorologistas. Apesar disso, especialistas reforçam que ainda é cedo para afirmar a intensidade do fenômeno, e que o termo pode gerar mais alarme do que informação.
De acordo com o meteorologista Caio Guerra, da Defesa Civil de Santa Catarina, o primeiro passo é entender que o chamado “super El Niño” não é um fenômeno diferente, mas sim uma versão mais intensa de um evento já conhecido.
— O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Quando esse aquecimento é muito acima da média, alguns cientistas usam o termo ‘super El Niño’ para indicar um evento mais forte — explicou ao NSC Total.
Esse aquecimento ocorre quando há mudanças nos ventos e na circulação atmosférica, permitindo que águas mais quentes permaneçam na superfície por mais tempo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologista (Inmet).
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