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Júri de pai que matou filha acontece nesta sexta-feira sem presença de público

Devido ao segredo de justiça do processo, julgamento no fórum de Ponte Serrada ocorre a portas fechadas.

Júri de pai que matou filha acontece nesta sexta-feira sem presença de público
Foto: Reprodução Oeste Mais

O pai da menina Hosana Esmeralda Silva Pegoraro, de apenas 1 ano e 9 meses, será julgado a partir da manhã desta sexta-feira, dia 10, em uma sessão restrita no Fórum da comanda de Ponte Serrada, no Oeste de Santa Catarina.

O júri popular está previsto para começar às 8h30, sem previsão de término, e não pode ser acompanhado pelo público e nem a imprensa devido ao segredo de justiça do processo.

O réu responde pelos crimes de ocultação de cadáver, sequestro e feminicídio.

O crime brutal, que comoveu toda a região, aconteceu no dia 25 de maio de 2025, após Valmir Rodrigo Pegoraro, de 41 anos, fugir com a filha do interior de Abelardo Luz, entrar em uma área de mata e tirar a vida da pequena já no interior de Vargeão, também no Oeste.

“Eu tinha recém-amamentado ela. Eu dei de mamar era uma e quinze da tarde, ele pediu para pegar ela no colo [...]. Quando ele correu para o mato, a gente correu atrás, mas não adiantou”, recordou a mãe Ester Alzira Rodrigues da Silva em entrevista nesta semana ao Oeste Mais.

Segundo ela, o casal havia ido visitar familiares quando iniciou uma discussão logo no início da tarde. “Ele pediu: ‘deixa eu pegar a neném um pouquinho’. E como ela era grudada com o pai, pensei: vou deixar ele pegar ela um pouquinho, assim pelo menos ela não vai sentir tanto a falta [do pai]. Quando ele pegou a neném no colo, saiu com ela e embocou para o mato”.

O corpo da menina só foi localizado no dia seguinte, em uma área de mata na linha Copinha, no interior de Vargeão, perto da divisa com Faxinal dos Guedes. Valmir confessou o crime ainda durante uma ligação telefônica, na qual afirmou ter enforcado a filha e tentado tirar a própria vida em seguida.

Também em entrevista ao Oeste Mais, a irmã de Valmir, Vanderleia Pegoraro, e a filha Marielly Pegoraro o descreveram como um “bom pai e afirmaram que o relacionamento dele com a mãe da criança era conturbado, marcado por separações e discussões.

Apesar da gravidade do caso, ambas descreveram Valmir como um pai próximo e dedicado. “Foi um choque muito grande para a nossa família, porque era algo que a gente jamais esperava”, disse a filha, que já foi visitar o pai várias vezes na prisão.

"A gente espera que a justiça seja feita de forma correta. Eu espero que seja de forma justa, que ele pague pelo que ele fez [...]. Acreditamos também muito na justiça divina e que ele vai pagar pelo que ele fez, só que ele é um ser humano e a gente não pode abandonar ele. A gente vai continuar visitando ele, cuidando dele”, acrescentou a filha.

Oeste Mais 

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