Mais de duas décadas após um dos crimes mais chocantes do país, Suzane von Richthofen volta ao centro das atenções ao participar de um documentário inédito da Netflix. Na produção, ela revisita o assassinato dos próprios pais, crime pelo qual foi condenada a 39 anos de prisão e cuja pena atualmente cumpre em regime aberto.
O longa, com cerca de duas horas de duração, ainda não tem data oficial de lançamento e, até o momento, foi exibido apenas em uma pré-estreia restrita. Na obra, Suzane apresenta sua versão dos fatos, начиная pela infância, que descreve como marcada por frieza emocional, cobranças e pouca demonstração de afeto dentro de casa.
Segundo o relato, esse contexto teria contribuído para o afastamento da família e sua aproximação com Daniel Cravinhos, que, junto com o irmão, participou diretamente do assassinato. Suzane afirma que a ideia do crime foi sendo construída ao longo do tempo e admite responsabilidade ao reconhecer que permitiu a entrada dos executores na residência, embora negue participação direta na execução.
O documentário também aborda a noite do crime, quando ela relata ter permanecido no andar inferior da casa, ciente do que acontecia. Em alguns momentos, descreve seu estado emocional como “dissociado”, mas reconhece que poderia ter impedido o desfecho.
A produção ainda explora o período após o crime, trazendo versões e controvérsias sobre seu comportamento, além de mostrar aspectos da vida atual de Suzane, incluindo o casamento com Felipe Zecchini Muniz e a rotina familiar.
No trecho final, Suzane tenta marcar um distanciamento do passado. “Aquela Suzane ficou lá no passado. A sensação que eu tenho é que ela morreu junto com os meus pais”, afirma. Ao falar sobre fé e redenção, diz que encontrou no filho um sinal de recomeço, embora reconheça que ainda convive com a repercussão do caso, sendo frequentemente reconhecida em locais públicos.
Com informações de O Globo
