A Páscoa no Artefron teve mais do que doces e cestas. Teve aprendizado, participação das famílias e o brilho das crianças em cada etapa do projeto “Artes do Coelhinho no Artefron”, encerrado na noite de 1º de abril.
A presidente do Artefron, Nelci Wunsch, destacou que a procura surpreendeu logo no início. “Em dois dias a gente já tinha mais de 30 inscritos”, afirmou. Ao final, o projeto atendeu 42 crianças. Segundo ela, a proposta foi além da celebração. “As crianças se divertiram. Fizeram as bolachas, fizeram chocolate, o pirulito, o ovinho”, contou.
Nelci reforçou que a ação também trabalhou valores importantes para a formação das crianças. “A gente conversou sobre o meio ambiente, sobre higiene e também sobre o sentido da Páscoa”, disse. Para ela, o diferencial esteve justamente na vivência prática. “A valorização desse trabalho é incrível, porque as crianças puderam mexer, pintar e também experimentar”.
O entusiasmo apareceu nas entrevistas. Antonela Denise resumiu um dos momentos preferidos: “Eu gostei de fazer os ovinhos”. Já Nívia Ferreira, de 10 anos, falou da descoberta que viveu no projeto. “Eu fiquei muito impressionada porque eu fiz trabalhos que eu nem sabia que eu podia fazer”, relatou.
Para as famílias, a experiência também deixou marca. Mãe de Nívia, Ana Paula Ferreira destacou a importância da iniciativa no desenvolvimento das crianças. “A gente gosta bastante porque fortalece a aprender coisas novas”, afirmou.
Nelci ainda ressaltou um ponto que ajuda a explicar a força do projeto: oferecer às crianças atividades criativas longe do excesso de telas. “Tem mães e pais procurando, porque eles querem ocupar os filhos pra sair dessa tela”, disse.
Com a presença dos pais e do Coelho da Páscoa, o encerramento do projeto confirmou o que o Artefron construiu ao longo de março: uma Páscoa feita com as mãos, com afeto e com significado.
Plácido de Assis Valiati / Portal Tri
