O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve receber o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e a deputada federal Carol De Toni (PL-SC) em encontros autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para discutir a montagem do palanque do PL no estado nas eleições de 2026.
As reuniões estão previstas para o início de abril e devem ter como eixo a composição das candidaturas majoritárias, especialmente a disputa ao Senado, considerada estratégica pelo bolsonarismo.
Os nomes de Jorginho e Carol constam em uma lista de visitantes liberados por Moraes para se encontrarem com o ex-presidente, que está preso na Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
A autorização inclui outros políticos e aliados, mas, no caso de Santa Catarina, a leitura é de que o ex-presidente busca interferir diretamente na costura local, onde há ruídos sobre a melhor fórmula para o PL: lançar nomes próprios e “chapa pura” ou deixar espaço para alianças que ampliem o arco de apoio no estado.
Nos bastidores, Carol De Toni é tratada como um nome preferencial do grupo de Bolsonaro para a corrida ao Senado por Santa Catarina, o que aumenta a pressão sobre a condução política do partido no estado.
O pano de fundo é a prioridade dada pelo bolsonarismo à formação de bancadas no Senado em 2026, com Santa Catarina no centro do tabuleiro por ser um dos principais redutos eleitorais do ex-presidente.
A conversa com Jorginho Mello tende a tratar tanto do desenho do palanque quanto de como compatibilizar interesses do partido no estado com a estratégia nacional do PL. A data do encontro dos catarinenses com Bolsonaro ainda não está confirmada.
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