Uma advogada foi alvo da Operação Bow Tie, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) na manhã desta quinta-feira, dia 12, com o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Xanxerê, no Oeste catarinense.
A investigação apura a suspeita de uso indevido das prerrogativas da função para intermediar a comunicação entre pessoas presas e integrantes de organizações criminosas em liberdade, prática conhecida como “sintonia”.
Conforme o Gaeco, a operação teve origem em elementos coletados na 5ª fase da Operação Sodalitas Finis – Casa de Pedra. O nome Bow Tie faz referência ao “nó bow tie”, tipo de gravata borboleta, e ao uso do termo “gravata” no jargão carcerário para se referir a advogados.
Segundo os investigadores, a comunicação irregular entre presos e pessoas externas contribui para a manutenção e expansão de organizações criminosas. As investigações seguem sob sigilo e novas informações poderão ser divulgadas conforme houver liberação judicial.
Paralelamente, o Gaeco também cumpriu nesta quinta mandados em outros municípios durante nova fase da Operação Sodalitas Finis – Casa de Pedra, que investiga crimes como tráfico de drogas em larga escala, homicídios e roubos atribuídos a organizações criminosas com atuação em cidades do Oeste catarinense e outras regiões.
As ações ocorreram em municípios como Chapecó, Xanxerê e Ponte Serrada, também no Oeste catarinense, além de Blumenau, no Vale do Itajaí, e Cascavel (PR). Uma pessoa foi presa em flagrante por posse de drogas.
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