A Polícia Civil do Paraná (PCPR) celebra os 36 anos do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), unidade especializada no combate a sequestros, extorsões mediante sequestro e resgate de reféns.
Criado em 30 de outubro de 1990, o grupo conta atualmente com 36 policiais civis e mantém um histórico de 100% de solução nas ocorrências de sua especialidade.
Somente no primeiro semestre de 2026, a unidade realizou 75 prisões. Ao longo do ano, também registrou oito acionamentos relacionados a casos de extorsão mediante sequestro, além de prestar apoio a outras unidades policiais em investigações, localização de foragidos e cumprimento de mandados judiciais.
Operações de destaque em 2026
Entre as principais ações deste ano está a captura, em junho, de um homem de 45 anos conhecido como “Bebezão”, em Vila Velha, no Espírito Santo. Ele integrava a lista dos criminosos mais procurados do Brasil e era apontado como um dos principais traficantes do litoral paranaense.
Em agosto, o Tigre também participou da operação que resultou na prisão de investigados pelo assassinato de quatro homens em Icaraíma, no Noroeste do Paraná. As vítimas foram mortas em uma emboscada em agosto de 2025, em um crime relacionado à cobrança de uma dívida de R$ 255 mil.
Outra atuação envolveu as investigações sobre o desaparecimento e a morte de duas jovens de 18 anos, primas, que desapareceram após saírem de Cianorte. O principal investigado foi localizado em Mandaguari, e os corpos foram encontrados em uma área rural de Paraíso do Norte.
Preparação e tecnologia
O trabalho do grupo é dividido em três equipes especializadas: negociação, apoio técnico e resgate. Os policiais passam por treinamentos constantes, que incluem técnicas de abordagem, tiro de precisão, rapel, mergulho e primeiros socorros.
Para integrar a unidade, é necessário concluir o Curso de Operações Táticas Especiais (Cote), com duração de 60 a 90 dias.
Em 2026, a décima edição do curso formou 11 novos operadores, após 75 dias de capacitação.
O grupo também utiliza equipamentos de visão noturna, sistemas de identificação de pessoas através de paredes e dispositivos de monitoramento. Em maio deste ano, recebeu o primeiro de sete blindados adquiridos pelo Governo do Paraná para reforçar a estrutura das forças de segurança.
Ao longo de sua trajetória, a unidade também realizou intercâmbios e treinamentos com forças policiais internacionais, incluindo equipes da SWAT e do FBI, dos Estados Unidos.
Referência nacional
A criação do Tigre foi idealizada pelo delegado Adauto Abreu de Oliveira, após policiais paranaenses participarem, em 1987, de uma capacitação ministrada pelo Grupo Especial de Operaciones (GEO), da Espanha.
O início oficial das atividades ocorreu em 30 de outubro de 1990, com apoio do Exército Brasileiro e do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná.
Segundo o delegado-chefe do Tigre, Thiago Teixeira, a preparação constante e o trabalho integrado são fundamentais para os resultados alcançados pela unidade.
A atuação do grupo, ao longo de 36 anos, consolidou sua participação em operações de alta complexidade, com foco no enfrentamento ao crime organizado e, principalmente, na preservação de vidas.
Com informações da Polícia Civil do Paraná
