O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro de 2026 a estratégia de resgate da vacinação contra o HPV para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não possuem registro de vacinação. A iniciativa tem como foco ampliar a cobertura vacinal, facilitar o acesso ao imunizante e reduzir a circulação do vírus em todo o território nacional.
Desde o início da estratégia, quase 300 mil doses já foram aplicadas nessa faixa etária. Ao todo, foram 287.674 vacinas, sendo 124.172 em meninas e 163.502 em meninos, conforme dados oficiais.
Com a prorrogação da campanha, a orientação do Ministério da Saúde é para que estados e municípios intensifiquem a busca ativa dos jovens ainda não imunizados. Além das unidades básicas de saúde, a vacinação poderá ocorrer em escolas, universidades e outros locais frequentados por adolescentes e jovens. A pasta também recomenda parcerias com instituições de ensino, organizações da sociedade civil, entidades religiosas, órgãos de classe e veículos de comunicação para ampliar a divulgação e o alcance da campanha.
A estratégia foi criada para alcançar pessoas que não receberam a vacina na idade recomendada, reforçando a proteção contra o HPV, considerado a principal forma de prevenção de diversos tipos de câncer associados ao vírus.
O HPV está relacionado principalmente ao câncer do colo do útero, mas também pode causar câncer de pênis, vulva, ânus, além de tumores da boca e da garganta. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano no período de 2026 a 2028.
A inclusão dos meninos na estratégia fortalece a proteção coletiva, ajuda a reduzir a transmissão do vírus e previne doenças que podem atingir ambos os sexos.
Quem pode receber a vacina
A vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para:
- meninas e meninos de 9 a 14 anos;
- adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não foram vacinados, até 31 de dezembro de 2026;
- grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV, transplantados, pacientes em tratamento oncológico, usuários de PrEP e pessoas com papilomatose respiratória recorrente, conforme as recomendações do Ministério da Saúde.
A orientação é procurar a unidade básica de saúde mais próxima para verificar a disponibilidade das doses e manter a caderneta de vacinação atualizada.
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