Uma moradora de Chapecó, no Oeste catarinense, denunciou um caso de suposta violação de privacidade após procurar atendimento em uma loja de telefonia localizada no centro da cidade.
A jovem Eduarda Kruger registrou um boletim de ocorrência e afirma que uma foto íntima armazenada em seu celular foi enviada sem sua autorização enquanto o aparelho estava sob os cuidados de um atendente.
Segundo a denúncia, enquanto estava com posse do celular, o atendente teria acessado conteúdos pessoais da cliente e enviado uma foto íntima armazenada no dispositivo sem o consentimento dela.
De acordo com o relato, a cliente procurou a loja para resolver problemas relacionados ao acesso à rede 5G e também para alterar o plano de telefonia.
Durante o atendimento, o colaborador teria solicitado a senha do aparelho para realizar os procedimentos.
“Ele disse que precisava da senha para fazer as alterações e eu passei, porque achei que estava apenas fazendo o trabalho dele”, relata Eduarda.
Segundo a jovem, o atendimento demorou mais do que o esperado, mas em nenhum momento ela desconfiou da conduta do funcionário. A situação só veio à tona após ela deixar o estabelecimento.
“Quando ele terminou, me devolveu o celular e eu fui embora. Já no carro, percebi uma notificação indicando que uma foto minha tinha sido enviada. Achei estranho porque eu não estava com o aparelho naquele momento. Foi aí que comecei a tentar entender o que tinha acontecido”, conta.
Foto íntima estava nos arquivos ocultos do celular
Conforme o relato, o atendente teria acessado arquivos ocultos do celular e compartilhado uma foto íntima para outro dispositivo por meio do AirDrop.
“Ele entrou nos itens ocultos do meu celular, pegou uma foto minha e compartilhou para o celular dele. Uma das notificações ele apagou, mas a outra ficou registrada”, afirma.
Após perceber a situação, Eduarda entrou em contato com familiares e acionou a Polícia Militar por meio do 190.
E ao retornar na loja conseguiu acessar o aparelho celular do atendente, onde encontrou as fotos dela e, segundo ela, fotos de outras mulheres. Eduarda explica que apagou todos os arquivos e registros do celular do homem.
O caso deverá ser investigado pelos órgãos competentes, que irão analisar as circunstâncias da denúncia e verificar se houve violação de privacidade, acesso indevido as informações pessoais ou eventual prática de outros crimes previstos na legislação.
O que diz a empresa sobre o caso?
Em nota, a TIM informou que adota tolerância zero para esse tipo de conduta. A empresa afirmou que a pessoa envolvida não era funcionária da operadora, mas atuava por meio de uma empresa parceira, e que foi desligada assim que os fatos foram identificados.
“A empresa reforça que adota tolerância zero a esse tipo de atitude e conduta. A pessoa envolvida não era funcionária da operadora, mas de um parceiro, e foi desligada assim que os fatos, que fogem completamente aos seus padrões de ética e conduta, foram identificados. A companhia pede desculpas pelo ocorrido e se solidariza com a cliente”, informou a operadora.
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